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Edição 108 - Ano 18 - Novembro/Dezembro 2009
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Edição 108 - Ano 18 - Novembro/Dezembro 2009

nov. de 2009 · 68 páginas

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A edição 108 da Revista Magnum fecha com estilo a saga do Graf Spee — um dos episódios mais dramáticos da Segunda Guerra Mundial em águas sul-americanas. O afundamento do famoso navio de guerra entra definitivamente para a história, e a Magnum estava lá para contar. A pistola Smith & Wesson 4566 também passa pelo banco de testes, rivalizando com a Colt em disputado comparativo. O mundo do ar comprimido pré-carregado tem seus segredos revelados num especial completo sobre PCP. O Salão Paulista de Cutelaria mostra o crescimento do segmento de lâminas artesanais. E um importante artigo sobre as leis que regem as armas de pressão no Brasil fecha a edição com conteúdo legislativo essencial para todo atirador de pressão.

Editorial

A nossa Batalha das Termópilas

Para quem não “devora” história grega, essa batalha foi travada em 480 a.C., no chamado desfiladeiro das Termópilas. Naquele local, Leônidas, rei de Esparta, acompanhado de 300 dos seus melhores soldados e não mais de 7.000 aliados, enfrentou o exército invasor persa liderado por Xerxes, que contava com nada menos que 250 mil combatentes.

Na iminência da derrota, Leônidas ordenou que apenas os espartanos ficassem e combatessem. A resistência durou poucos dias, pois foram surpreendidos pela retaguarda, traídos pelo soldado Efialtes, que mostrou aos persas um caminho alternativo para o ataque.

Antes de serem completamente massacrados, dada a disparidade numérica, os gregos conseguiram infligir um grande número de baixas aos persas, além de retardar o avanço das tropas de Xerxes, chegando assim ao objetivo de salvar Atenas, o que para muitos historiadores significou salvar a nascente da civilização ocidental.

Lutamos hoje a nossa batalha das Termópilas, onde um inimigo ainda não completamente identificado tenta nos fazer render, tenta nos desarmar, e por desarmar entenda-se não somente a privação de armas, mas também o arrancar de nossas almas a vontade de lutar.

Essa batalha, ao contrário daquela conduzida por Leônidas, não dura apenas três dias, já dura anos e teve ápice no referendo promovido em 2005.

Nossos “persas” eram o governo, as igrejas, redes de rádio e televisão, jornais, ONGs financiadas aos milhões de dólares por organismos estrangeiros, dezenas de deputados e senadores, artistas de TV, grandes empresas e centenas de milhares de inocentes úteis que repetiam, sem pensar, o discurso fácil do desarmamento.

E nós, os trezentos. Duas ou três ONGs, entre elas o Movimento Viva Brasil, que orgulhosamente presido, meia dúzia de deputados, alguns corajosos jornalistas, dentre eles os pertencentes à Revista MAGNUM, a qual sempre apoiou a causa, algumas dezenas de pessoas que, não se conformando com tal absurdo, lutaram bravamente, orgulhosamente, os nossos trezentos.

Vencemos o referendo. Mas os “persas” não desistiram. Recuaram momentaneamente para rearticular suas tropas, para localizar o seu “Efialtes”, para tentar entender o que teria acontecido, da mesma forma que imagino Xerxes tentando entender como 300 guerreiros poderiam ter enfrentado 250 mil soldados.

Jamais vão admitir, nem mesmo para si, que a diferença está em lutar por aquilo em que se acredita de verdade, por liberdade, por vontade própria, e não por ser pago para isso, ou por ser forçado, mesmo que moral ou institucionalmente, ou ainda por ser arrastado para frente de batalha pela manada.

Não importa. Reagrupam-se os “persas” e voltam a atacar. Para eles, o problema é que os trezentos continuam aqui. Continuam combatendo. Continuam dizendo “não”.

Poderemos ser massacrados um dia, como foram os bravos espartanos? Mesmo que a resposta seja sim, enquanto houver um destes trezentos em pé, ao ordenarem a entrega das nossas armas, teremos a mesma resposta dada por Leônidas aos persas: Μολών Λαβέ, que, em bom português, significa “venham buscar”.

Prof. Bene Barbosa, do Movimento Viva Brasil e um dos “trezentos”.

Índice · 2 páginas

Índice da Edição
10
O Final do Graf SpeeHistória
Por Frank RabbitAo afundar, entrou definitivamente para a História!
18
Smith & Wesson M1917Testando as Clássicas
Por Caio Wolff BavaOs últimos segredos deste revólver
24
Drilling na LuftwaffeTeste
Por Hélio Barreiros JúniorInteressante Arma Longa de múltiplos canos
34
Smith & Wesson 4566Teste
Por Lincoln TendlerRivalizando com a Colt?
40
Ar Comprimido Pré-CarregadoTiro de Pressão
Por Eng. Nelson L. FariaDesvendados os segredos do PCP!
44
Salão Paulista de CutelariaCutelaria
Por Hélio Barreiros JúniorO crescimento da Mostra
48
VII Encontro de Material BélicoEventos
Por Lincoln TendlerBrigada Militar (RS) repete sucesso dos anos anteriores!
52
Importante Enfoque sobre Armas de PressãoLegislação
Por Daniel FazzolariAs Leis que regem tal tipo de Armamento
56
Chumbo na Prática do TiroMagnum Pesquisa
Por Sergio Delarcina Júnior / Andréa Maria SilveiraComo este metal pode afetar o Atirador

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