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Edição 25 - Ano 5 - Setembro/Outubro 1991
REGULAR25

Edição 25 - Ano 5 - Setembro/Outubro 1991

set. de 1991 · 100 páginas

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A edição 25 da Revista Magnum traz um especial técnico valioso: os efeitos balísticos dos calibres permitidos para porte no Brasil — uma análise que vai abrir os olhos de muitos atiradores. O fuzil Winchester 70 em .30-06 é testado no trabalho policial, mostrando por que os atiradores de elite confiam nesse clássico. As pistolas Imbel .380 ACP passam pelo banco de testes com elegância, robustez e compacidade comprovadas. A Tramontina celebra 80 anos com um especial sobre sua tecnologia afiada. O submetralhadora FN P-90 surge como o futuro num novo conceito de arma compacta. O revólver Ruger SP 101 é testado como o mais robusto snubby do mercado. E a 3a Fenatiro catariense é um show do tiro esportivo nacional. Uma edição essencial.

Editorial

A Fase Histórica

Este manifesto é especialmente destinado àqueles que criticaram ou ainda criticam a linha editorial de MAGNUM.

Ao completarmos nosso 5º ano de existência, tendo esta publicação conseguido sobreviver a diversos “planos econômicos”, fazem-se necessários alguns esclarecimentos, politicamente somente agora possíveis de serem divulgados, os quais irão mostrar como é sempre mais fácil criticar o que já foi feito.

A revista MAGNUM, hoje entendida internacionalmente como a maior da América Latina e uma das melhores do mundo no segmento das armas e munições, nasceu e se materializa a cada edição através de seus diversos editores, escolhidos e depurados, que devem ter sempre duas coisas em comum: senso de marketing e grande conhecimento da matéria.

O difícil começo da revista, ao contrário de outras publicações da metade dos anos 80, as quais infelizmente não vingaram, contou entretanto com dois fatores entendidos como básicos para a continuidade de qualquer projeto empresarial, os quais mostraram-se posteriormente como tendo sido acertados. O primeiro deles foi a crença total no produto, mesmo nos momentos mais aflitivos, quer do mercado, quer da formação da equipe. O segundo foi a necessidade da formação de um mercado anunciante, virgem e marginalizado por publicações indiretamente ligadas ao assunto.

O desanimador quadro comercial das primeiras edições foi lentamente sendo substituído por uma crescente confiança dos anunciantes no produto MAGNUM. Assim, houve um crescimento conjunto da publicação e daqueles que lentamente iam despertando para suas potencialidades como veículo de informação específica.

A equipe técnica, criteriosamente escolhida, lentamente aumentava à medida em que o mercado mais absorvia MAGNUM. A ideia de que dentro em breve conseguiríamos “andar empresarialmente” com os frutos comerciais e de imagem do veículo permitiu investimentos cada vez maiores em equipamentos, métodos de trabalho e profissionais de gabarito, muitos dos quais nunca antes haviam sequer pisado numa editora.

No outro lado da linha, o sagrado consumidor de nosso produto: o leitor. Este, em sua grande maioria, tinha todos os vícios de um povo que nunca antes havia se beneficiado de uma publicação especializada em armas e munições. Acreditava em qualquer coisa que pessoas, às vezes nem tão esclarecidas, lhes apregoavam. Num esforço pessoal, alguns, em busca de um pouco mais de informações, contentavam-se em que alguém lhes traduzisse revistas estrangeiras do segmento. Havia ainda aqueles que necessitavam ser formados, pois eram jovens que nem a isso tinham tido acesso, e haviam também os onipresentes críticos das coisas que alguém faz, mas que eles mesmos não tinham tido a coragem de executar.

Ao definirmos a linha editorial de MAGNUM, havíamos decidido auscultar de forma sintomática todos estes diferentes públicos e, logo após a quinta edição, chegamos à conclusão de que o melhor rumo a tomar era dividir a vida da publicação em fases, e isto foi feito.

O primeiro período, analisadas as carências da grande maioria dos leitores e a disponibilidade do mercado em somente contribuir para um veículo de linha séria e que já havia provado seu potencial, foi escolhido para ser a fase histórica da publicação.

O termo fase histórica não se refere apenas à publicação de reportagens sobre a história das mais famosas armas e, posteriormente, de seu comportamento no tiro, mas também ao período em que teríamos que formar, preparar, nosso público do futuro, repassando-lhe conhecimentos básicos, ou de cultura de base, no mundo das armas e munições.

O advento e a manutenção desta séria linha de transmitir uma cultura homeopaticamente dosada iria abrir o caminho para o surgimento daquilo que havíamos denominado de público MAGNUM, um leitor criado para entender cada vez mais profundamente o fascinante mundo das armas de fogo e seus itens circundantes. Assim, floresceu o mercado da recarga de munições e despontou plenamente o potencial do tiro esportivo em nosso país.

Atenta a estes acontecimentos, a direção de MAGNUM rapidamente partiu para a obtenção da máxima informação de ponta no segmento, trazendo, muitas vezes antes que as mais tradicionais publicações congêneres, as novidades e as conquistas da área, mostradas em feiras internacionais, montando em paralelo um custoso corpo de correspondentes internacionais e acelerando os preparativos para uma cobertura nacional dos maiores eventos do tiro esportivo.

Atualmente, é muito comum os leitores escreverem cartas relatando que tudo, ou quase tudo, que sabem sobre armas e munições aprenderam conosco, o que é claro indicador da acertada linha estabelecida no princípio de MAGNUM.

Hoje, editadas outras 20 edições, com orgulho e satisfação, constatamos que o princípio mercadológico escolhido possibilitou um grande florescimento da recarga de munições, o surgimento de um tipo diferente, mais internacional, de lojista do segmento e a formação de um público, leitor e consumidor, naturalmente mais exigente e mais entendedor das bases técnicas do que deseja nesse universo.

A linha histórica deverá ainda permanecer algumas edições, justamente para que sua importante missão seja completada, e uma vez finda a revista MAGNUM terá condições de adentrar a segunda fase prevista em seu projeto original: aquela do conhecimento técnico mais aprofundado e dividido entre os maiores anseios de seus leitores, sem, obviamente, perder qualidade editorial ou a cobertura de importantes fatos internacionais do segmento.

Este importante período que está por findar implantou e elevou a imagem de MAGNUM como um veículo sério, feito com carinho e espírito empreendedor, merecendo o respeito dos leitores e do mercado anunciante. Mas, mais do que isso, ele foi história pura, a história de dois tipos de homens: os que trazem a cultura do segmento e os que a absorvem.

Agradecemos àqueles que acreditaram irrestritamente em nossa proposta e até àqueles que a criticaram, os quais sabemos que, para poderem fazê-lo, tinham que ler a publicação, muitas vezes mesmo sem admitir. A crítica devida, construtiva e educada é, como se diz, a ferramenta do verdadeiro aperfeiçoamento, e é somente através dela que pessoas e empresas conseguem cada vez mais apresentar boas ideias, produtos e serviços.

Uma vez, um leitor e admirador de nossa publicação afirmou publicamente que o mundo das armas e munições no Brasil se divide em dois períodos distintos: antes e depois do surgimento de MAGNUM. Em outras palavras, isso significa que todos contribuíram para fazer história, a história de uma revista especializada e a história do desenvolvimento de um segmento que era marginalizado e muito pouco entendido.

Índice

Índice da Edição
16
Efeitos BalísticosEspecial
Por Victor Gardolinski JúniorDeficiência dos calibres permitidos
18
Caçando com RevólveresCaça
Por Álvaro B. MouawadTendência mundial
22
Fuzil Winchester 70 .30/06 no Trabalho PolicialTeste
Por Neylton T.S. Matos
28
Pistolas Imbel .380 ACPTeste
Por Lincoln J. TendlerElegância, robustez e compacidade
36
Os 80 Anos da TramontinaCutelaria
Por Laércio GazinhatoTecnologia afiada
43
O Primeiro ColtColeção
Por Laércio GazinhatoA criação do revólver eficaz
52
Submetralhadora FN P-90Apresentação
Por Gherardt WeissbergerO futuro num novo conceito
56
IPSC: os Primeiros PassosTiro Esportivo
Por Luiz A. Horta (Tatai)A 2ª Parte dos Revólveres
61
Kolibri — A Menor Arma do MundoApresentação
Por Laércio GazinhatoIncrivelmente diminuta!
64
Revólver Ruger SP 101Teste
Por Abel A. DomenechO mais robusto "snubby"
70
6,35mm (ou .25 ACP)Especial
Por Laércio Gazinhato e José Joaquim D'Andrea MathiasO preferido das pistolas
80
3º FenatiroTiro Esportivo
Por Lincoln J. TendlerUm show catarinense
83
Protetores AuricularesEspecial
Por Fowler Theodoro BragaImprescindíveis!
86
Como Montar um Clube de TiroMagnum Pesquisa
Por José Joaquim D'Andrea MathiasSimples, embora burocrático...

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