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Edição 24 - Ano 4 - Maio/Junho 1991
REGULAR24

Edição 24 - Ano 4 - Maio/Junho 1991

mai. de 1991 · 100 páginas

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A edição 24 da Revista Magnum aborda um tema que divide opiniões mas que todo atirador precisa conhecer: o calibre 7,65mm não morreu — e a Magnum mostra por quê, com as virtudes de uma preferência nacional que resiste ao tempo. A pistola Boito Reuna passa pelo banco de testes mostrando robustez compacta e simples. A IWA 91 europeia traz novidades do continente. A Spas 15 chega em dupla personalidade: pump e semiautomática em calibre 12. O Walther P-38 é testado nas clássicas com a preferência nazista revelada em detalhes. Os mitos e verdades sobre o .38 SPL +P são desmistificados de forma definitiva. E as facas Randall, famosas lâminas artesanais dos EUA, finalmente ganham espaço nas páginas da Magnum. Uma edição cheia de conteúdo revelador.

Editorial

A Vergonha e a Incompetência

Por diversas vezes os editores ou articulistas de Magnum têm insistido num determinado ponto: é preciso uma verdadeira legislação de caça para o Brasil, a exemplo do que acontece em todos os outros países.

A honrosa exceção do Rio Grande do Sul, que tem temporada regular de caça, devidamente orientada e acompanhada pelo IBAMA, e onde as coisas andam perfeitas nesse aspecto há muitos anos, os demais Estados insistem em inovar e criar absurdas leis “protegendo” a fauna e o meio ambiente. Inicialmente, seria o caso de perguntar aos políticos e falsos ambientalistas que neles gravitam: não é o IBAMA um órgão com jurisdição federal e, assim, o que é válido nesse aspecto para um Estado não o seria para os demais? E muito antes de existir esse movimento ambientalista, não existiam também os bons caçadores, os quais merecem ser ouvidos? A resposta clara e indubitável seria sim.

Mas nada disso acontece, e depois estes mesmos políticos queixam-se de que não conseguem se reeleger, de que o voto tem que ser obrigatório, de que deve-se votar aos 16 anos. Tudo isso, é óbvio, para aumentar suas futuras chances de reeleição. Esquecem-se de que o ato da caça é tão natural em certos homens como o é em outros o desejo de serem políticos. E, nesse campo de comparação, devem entender que existem os bons e os maus.

Ao propor o fechamento de temporadas regulares de caça em seus Estados, esses políticos simplesmente prestigiam e apoiam os maus caçadores, aqueles para quem, com leis ou sem elas, as temporadas continuarão existindo. E assim abatem-se fêmeas, filhotes, espécies em extinção. Enfim, ocorre exatamente o que nenhum de nós deseja.

Igualmente, o dinheiro advindo do pagamento de licenças e taxas, que poderia ser revertido em benefício de uma melhor manutenção das espécies em seus ambientes naturais, deixa de existir. E, pior do que isso, cria-se animosidade entre os bons caçadores, as autoridades fiscalizadoras e os falsos políticos.

Fatalmente, como é típico do cenário brasileiro, cria-se mais uma vez o chamado “jeitinho” também na caça. Informações sobre determinadas áreas são trocadas, e até os bons caçadores acabam coagidos a exercer suas atividades nesses locais. Torna-se uma sucessão de pequenas batalhas previamente vencidas pelos caçadores, enquanto os órgãos de fiscalização não possuem estrutura suficiente para atuar adequadamente.

Levanta-se então a corrente dos políticos que propõem tornar inafiançável o crime de caçar. Nesse ponto, critica-se a ausência de critérios técnicos nas propostas legislativas e a recorrência de ideias consideradas desconectadas da realidade prática.

Esses ambientalistas urbanos não podem continuar atuando dessa forma sob pena de estimular a ilegalidade e causar danos reais ao meio ambiente, danos estes que podem se perpetuar. Defende-se que o IBAMA seja consultado e que especialistas sejam ouvidos antes da criação de leis que impactem diretamente o setor.

No caso específico de São Paulo, menciona-se a proposta de um Código Ambiental estadual, que, segundo o texto, poderia representar uma afronta a princípios constitucionais e aos interesses de parte da sociedade. A crítica central recai sobre a falta de diálogo com especialistas e setores diretamente envolvidos antes da formulação da proposta.

O relato da Associação Brasileira de Caça e Conservação aponta que tentou participar da elaboração desse código desde 1990, buscando contribuir com conhecimento técnico. No entanto, segundo o documento, não houve transparência no processo, culminando em uma apresentação já avançada do projeto sem ampla participação dos interessados.

Alguns artigos do projeto são destacados como problemáticos, especialmente aqueles que definem a fauna silvestre como propriedade do Estado e proíbem sua utilização, caça ou captura. A crítica sugere questionamentos sobre a capacidade do Estado de gerir efetivamente essa responsabilidade e sobre a ausência de mecanismos práticos de fiscalização.

Outro ponto questionado refere-se à proibição de divulgação ou propaganda relacionada à caça, interpretada como uma restrição ampla à liberdade de expressão sobre o tema.

Também se discute a autorização para coleta científica de animais, apontando possíveis inconsistências na aplicação das regras, especialmente quando comparadas às restrições impostas à prática esportiva ou tradicional da caça.

O texto conclui com um apelo para que o IBAMA, caçadores e autoridades competentes atuem no sentido de revisar propostas consideradas inadequadas, promovendo maior diálogo técnico e evitando decisões precipitadas que possam gerar efeitos contrários aos pretendidos.

Índice

Índice da Edição
16
O 7,65mm Não Morreu!Especial
Por Lincoln J. TendlerAs virtudes de uma preferência nacional
20
FN CalApresentação
Por Ronaldo OlivePrimeira arma europeia em 5,56mm
24
"Back Up Guns" no Trabalho PolicialEspecial
Por Neylton T.S. MatosA hora e a vez das pequenas
30
IPSC — Os Primeiros PassosTiro Esportivo
Por Luiz A. Horta (Tatai)Revólveres — 1ª Parte
36
IWA 91Especial
Por Jean-Louis CourtoisNovidades europeias
48
Astra 400Coleção
Por Laércio GazinhatoCelebridade espanhola na 2ª Guerra Mundial
54
Facas RandallCutelaria
Por Abel A. DomenechFamosas lâminas artesanais dos EUA
62
Boito ReunaTeste
Por Carlos Arnaldo N.S. ParesRobustez compacta e simples
66
Spas 15Apresentação
Por Jean-Louis CourtoisCalibre 12... "pump" e semiautomática
70
Campeonato do SulTiro Esportivo
Por Luiz A. Horta (Tatai)
72
Como Escolher Lunetas TascoMagnum Pesquisa
Por Eng. Creso M. ZanottaTudo o que você precisa saber
76
Armas dos BandeirantesEspecial
Por Luiz Paulino BomfimUma nova seção
82
Walther P-38Testando as Clássicas
Por Laércio GazinhatoPreferência nazista...
84
Mitos e Verdades sobre o .38 SPL +PEspecial
Por José Joaquim D'Andrea MathiasPotência & Segurança

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