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Edição 23 - Ano 4 - Março/Abril 1991
REGULAR23

Edição 23 - Ano 4 - Março/Abril 1991

mar. de 1991 · 100 páginas

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A edição 23 da Revista Magnum começa com uma análise técnica que todo atirador deveria ler: projéteis encamisados versus projéteis de chumbo — qual é realmente melhor? A Smith e Wesson 6906, uma compacta mini-wondernine, passa pelo banco de testes com resultado impressionante. A Walther P-5 também é testada com o refinamento germânico que a marca sabe entregar. A submetralhadora Thompson é testada nas clássicas — um mito automático que ainda impressiona após décadas. O Shot Show 13a edição revela novidades mundiais. As facas Puma chegam com tradição germânica e qualidade para o Brasil. A submetralhadora INA, remodelada para 9mm, passa pelo banco de testes. E o caminho pela ascensão e queda das garruchas — abundantes mas desconhecidas — conta uma história da nossa tradição armamentista.

Editorial

O Jantar-Arquibancada

Este ano, a equipe Magnum que promoveu a cobertura do 13º SHOT Show, em Dallas, Texas, compunha-se de quatro editores redacionais e o de fotografia. A ela somavam-se diretores das três principais empresas produtoras de armas do Brasil: Taurus, Rossi e CBC Companhia Brasileira de Cartuchos.

Como alguns dos leitores imaginam, e outros sabem, basta sair do Brasil para inevitavelmente fazer comparações. Quando se vai para a chamada “meca” das armas de fogo, a América do Norte, essas comparações tornam-se especialmente evidentes. Ainda assim, é necessário observar o lado produtivo do que está sendo comparado.

A maioria dos integrantes do grupo raramente conseguia se reunir, cada um tentando cumprir sua função, em parte devido à grande movimentação do evento e também por questões logísticas e climáticas. Ainda assim, em uma noite específica, decidiram reunir-se para um jantar que acabou originando a reflexão central deste texto.

A conversa, iniciada de forma informal, evoluiu para uma análise sobre a estrutura de diferentes modalidades esportivas. Foram citados exemplos como estádios de futebol, quadras de vôlei, ginásios de basquete e estruturas do tênis, todos com elementos essenciais para o público: espaços adequados para assistir, como arquibancadas ou assentos.

A partir dessas comparações, surgiu um ponto central: a ausência de estruturas adequadas para espectadores em clubes de tiro no Brasil.

O raciocínio desenvolvido é simples. Em muitos clubes de tiro, não há sequer lugares apropriados para que visitantes ou acompanhantes possam permanecer com conforto. Isso limita a experiência, reduz o interesse de novos participantes e dificulta a formação de novos praticantes do esporte.

Foi levantada uma analogia direta com outras atividades. Assim como não se espera que alguém assista a um filme em pé, também não se pode esperar que uma pessoa se interesse por uma atividade esportiva sem condições mínimas de observação e permanência.

Outro ponto relevante discutido foi o papel da experiência familiar e social na formação de novos praticantes. Muitos dos presentes relataram que começaram no esporte por influência direta de familiares, especialmente pais. Isso reforça a importância de ambientes acessíveis e acolhedores para visitantes.

A proposta discutida não envolve grandes investimentos ou estruturas complexas. A ideia central é a implementação de soluções simples, como bancos, cadeiras ou arquibancadas básicas, posicionadas de forma segura atrás e acima das linhas de tiro, com proteção adequada.

Além disso, foi sugerido que essas estruturas não precisam necessariamente ser sofisticadas ou cobertas, mas devem cumprir sua função principal: permitir que pessoas acompanhem a atividade com conforto e segurança.

Ao final da conversa, duas conclusões principais foram destacadas: há uma carência evidente de infraestrutura voltada ao público em clubes de tiro no Brasil e essa ausência pode estar diretamente relacionada à baixa renovação de praticantes no esporte.

A reflexão apresentada propõe, portanto, uma melhoria simples, mas potencialmente significativa, na forma como esses espaços são estruturados, com impacto direto na experiência do público e no desenvolvimento da modalidade.

Índice

Índice da Edição
16
Projéteis Encamisados × de ChumboEspecial
Por José Joaquim D'Andrea MathiasO que é melhor?
20
A Primeira WinchesterColeção
Por Laércio GazinhatoTudo sobre o Modelo 1866
28
Smith & Wesson 6906Teste
Por Laércio GazinhatoUma compacta "mini-wondernine"
34
13º S.H.O.T. ShowEspecial
Por Os EditoresNovidades mundiais na maior mostra
46
Submetralhadora ThompsonTestando as Clássicas
Por Aurélio M.G. de Abreu e Laércio GazinhatoUm mito automático...
50
Walther P-5Teste
Por Neylton T.S. MatosRefinamento germânico
58
Facas PumaCutelaria
Por Laércio GazinhatoTradição germânica no Brasil
64
IPSC — Os Primeiros PassosTiro Esportivo
Por Luiz A. Horta (Tatai)Pistolas — 2ª Parte
70
Os Campeonatos de Tiro de BrasíliaEspecial
Por Aurélio M.G. de Abreu e Luiz A. Horta (Tatai)Os melhores atiradores civis e policiais
74
Ascensão e Queda das GarruchasMagnum Pesquisa
Por Aurélio M.G. de Abreu e Laércio GazinhatoAbundantes e desconhecidas
78
Quantidade ou QualidadeEspecial
Por Aurélio M.G. AbreuExperiência de colecionador
80
Submetralhadora I.N.A.Teste
Por Lincoln J. TendlerAgora remodelada para 9mm
84
Dan Wesson "Pistol Pac"Apresentação
Por Steve Hackett, Jr.Um revólver único

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