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Edição 78 - Ano 13 - Abril/Maio 2002
REGULAR78

Edição 78 - Ano 13 - Abril/Maio 2002

abr. de 2002 · 66 páginas

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A edição 78 da Revista Magnum leva um SWAT de alto nível ao estado do Amapá, levando treinamento avançado para o norte do Brasil. A metralhadora de mão Taurus-FAMAE MT-40 passa pelo banco de testes — uma nova arma no mercado policial nacional que promete conquistar as forças de segurança brasileiras. Os cartuchos 12 para tiro ao prato ganham um mergulho técnico completo para os praticantes da modalidade. A pistola CZ 75 Standard IPSC mostra por que a fabricante tcheca domina o tiro prático de precisão. Uma caçada de búfalos em Rondônia revela a riqueza da fauna nacional. E o cuteleiro americano Jerry Fisk visita o Brasil, num evento que marcou o universo da cutelaria artesanal nacional.

Editorial

Futuro imediato ou “Hoje o dedo, amanhã a mão.”

Enquanto este editorial é escrito, a matéria sobre a proibição do porte de arma para o cidadão de bem é votada. Já passou em uma das Casas e vai para votação na outra: políticos que, em sua maioria, não foram eleitos por capacidade, mas por terem mais dinheiro para suas campanhas, resolvem a sua vida, em uma ingerência que não vai permitir que você se defenda quando maus elementos o assaltarem para roubá-lo ou coisa pior, como sequestro, estupro, etc.

O próximo passo, qual será? Vão tirar a arma de dentro de seu lar também? E quando ele for invadido, haverá tempo para chamar a polícia? E algo ainda mais sério: chegará ela a tempo de evitar a tragédia quando o último bastião de sua liberdade individual, seu derradeiro portal de defesa, for adentrado? E quando resolverem tomar sua casa, como aconteceu, por exemplo, na Rússia de Stalin, na Alemanha de Hitler e na Líbia de Khaddafi? Hoje o dedo, amanhã a mão.

Pode ser que a medida contra o porte não passe na segunda votação, garantindo assim um de seus direitos fundamentais, aquele relativo à vida. Não seria o Estado, de algum modo, responsável ao remover sua oportunidade de defender-se contra a marginalidade?

Embalados pelas considerações acima é que tivemos a inspiração necessária para escrever este editorial e, daqui para a frente, ousaremos fazer duas previsões interessantes quanto aos resultados da votação, uma delas otimista e a outra pessimista, como naquela piada dos dois sujeitos que ganharam latinhas cheias de excremento de cavalo e cada um interpretou o presente à sua maneira.

A otimista (que pode salvar sua vida)

Finalmente a lógica venceu. Muitos deputados e senadores, parando para pensar e, algo raro, colocando-se no lugar de seus eleitores, votaram contra a medida que proibia o porte de arma para o cidadão de bem. Os entreguistas, frustrados, não se conformavam com o fato de que os brasileiros de boa índole poderão portar, para sua defesa, uma arma de fogo, e sem nenhuma restrição de calibre, afinal, os bandidos sempre portaram armas sem licença e, é claro, em calibres bem mais potentes.

A justificativa foi simples: para que o cidadão não fique à mercê da marginalidade quando a polícia, geralmente mal paga e mal aparelhada, não puder estar presente para garantir seu direito à vida. E todos os presentes em plenário aplaudiram a medida, já que repentinamente conscientizaram-se de que eles também podem vir a sofrer as consequências da falta de defesa imediata.

A pessimista (que proíbe seu direito à vida)

Como era de se esperar de representantes de uma população “carneira” e conformada, tanto o Senado quanto a Câmara dos Deputados aprovaram, na íntegra, a lei que proíbe o porte de arma de fogo, ainda que com a então vigente restrição de calibre e a dureza de leis nunca aplicadas. Discursos inflamados, com poucos apartes, mostraram que os ditos representantes do povo brasileiro estão de pleno acordo que o cidadão de bem não deve portar arma. E, na sequência, mandaram rezar uma missa em intenção da bandidagem, para que ela pare com essa estranha mania de andar armada e de ameaçar a população, baseada no direito adquirido de ser considerada marginalizada pela sociedade.

Aventaram ainda que a lei e a ordem só podem ser conseguidas no momento em que todos andarem desarmados. Bem, os membros da oposição chamaram tal afirmação de utópica e hitleriana, mas ninguém os ouviu por serem absoluta minoria.

Os da situação aproveitaram a ocasião para informar que o próximo passo ideal será confiscar todas as armas em poder de civis, a princípio, pois em breve quererão que nem as polícias nem as Forças Armadas as tenham, a não ser em estrita e derradeira defesa da pátria. Tudo isso baseado em uma estranha e irreal colocação de que as polícias de Londres e de Tóquio não andam armadas e que o crime nestas capitais é plenamente controlado. Claro que nunca ouviram falar da Yakuza nem das gangues inglesas, mas...

Na plateia, um cidadão revoltado mostrou um cartaz com os seguintes dizeres: “Armas geram o crime assim como moscas geram o lixo”, mas foi logo contido pela segurança armada, antes que algumas redes de televisão não comprometidas com investidores estrangeiros que patrocinam concomitantemente ONGs contra armas e a favor de drogas noticiassem devidamente o fato.

Leitor, a escolha é sua. Pena que não vão ouvi-lo antes de tomarem alguma decisão. Afinal, você é apenas um cidadão comum, sem direito à palavra. Mas, se você quiser mesmo andar armado, a única solução é ser guarda-costas de qualquer político, ainda que ele seja contra as armas nas mãos da população.

Apelo aos leitores: enviem este e outros editoriais de MAGNUM, através de fax, e-mail ou correio, para nossos representantes na Câmara e Senado Federais. Talvez, desse modo, eles possam ver o outro lado da moeda e finalmente legislar com consciência.

Índice

Índice da Edição
7
Resposta Armada — Mais Relatos VerídicosResposta Armada
Por Klaus Mauser
10
Curso Giraldi no AmapáEspecial
Por Lincoln J. TendlerTreinamento avançado chega ao Norte do País
16
Cartuchos 12 para Tiro ao PratoRecarga de Munições
Por Eng. Creso M. ZanottaPor dentro do assunto
22
Taurus-FAMAE MT-40Teste
Por Lincoln J. TendlerUma nova metralhadora de mão
30
Cervo AxisSafari
Por Os Editores
32
CZ 75 Standard IPSCTeste
Por Lincoln J. TendlerPistola tcheca para tiro prático
38
RecarregamentoTrabalho Policial
Por Márcio Santiago Higashi CoutoSua arma pronta para o confronto
48
Caça e Tiro em RondôniaCaça
Por Sérgio AlmeidaOs búfalos da região
58
Cuteleiro Jerry FiskCutelaria
Por Ivan CamposO famoso Mastersmith visita o Brasil

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