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Edição 76 - Ano 13 - Dezembro/Janeiro 2002
REGULAR76

Edição 76 - Ano 13 - Dezembro/Janeiro 2002

dez. de 2002 · 68 páginas

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A edição 76 da Revista Magnum traz uma análise corajosa sobre armas de fogo e violência — uma visão abalizada que vai além do senso comum. A pistola Kimber é apresentada como opção perfeita para o porte em calibre .45 ACP, mostrando por que a marca americana conquistou um público exigente. A carabina Taurus-FAMAE CT-40 também passa pelo banco de testes. Simuladores de confronto baseados em informática são revelados como o futuro do treinamento policial. Um curso de proteção VIP no Paraná inova em treinamento de segurança. Armas de competição em .22 mostram a soberania do calibre no Sul do país. E o São Paulo Knife Show cobre o topo da cutelaria artesanal nacional. Uma edição completa e equilibrada.

Editorial

Talheres de Plástico...

Pronto! Está inaugurada uma nova era, marcada por imprevistas ações: terroristas lançam três aviões contra edificações norte-americanas, duas delas representando o poderio econômico estadunidense e a outra seu poderio bélico, e, para tudo isso, foram utilizadas simples lâminas de barbear, facas, navalhas, não importa. O fato é que eram lâminas.

Garantimos que parte da imprensa mundial, notadamente a de nosso país, ficou frustrada por não poder atribuir às armas de fogo a pecha de terem sido as ferramentas utilizadas pelo terror. Por outro lado, nossos legisladores devem estar agora, se é que a “cara de pau” deles é tão grande, tentando elevar simples facas à condição de “os novos problemas do mundo civilizado”, esquecendo-se, ainda que momentaneamente, que o grande vilão é o indivíduo que se dispõe a utilizar quaisquer instrumentos para levar a cabo nefandas intenções. Em outras palavras, “não é a arma que mata, e sim o homem”, um ditado muito antigo que está em uma parede da sede de MAGNUM desde 1990, sob a forma de uma pistola fundida em molde, abaixo da qual pode-se ler: “GUNS DON’T KILL. MEN DO!”

Em um planeta dito “globalizado” — não, não estamos nos referindo à Rede Globo e sua incompreensível e constante luta a favor do desarmamento de cidadãos honestos, mas tão somente a um processo em andamento e sem volta, que faz com que toda a Terra tenda a tornar-se una e que promove o sepultamento de tradicionais conceitos autóctones, substituindo-os por uma “linguagem universal” onde todos acabarão por ter os mesmos gostos e talvez louvar os mesmos ícones, sejam eles necessários ou não —, ações do tipo das que ocorreram em New York são observadas em “tempo real”, um interessante jargão televisivo, fazendo com que os grandes conglomerados da mídia acabem por tornar-se quase “cúmplices” dos crimes ao se levar em conta a divulgação mundial das “mensagens” terroristas.

Não que o povo não mereça saber o que está acontecendo, mas é importante lembrar como funciona o terrorismo: mesmo que o objetivo de destruição final não seja atingido, o caos que geralmente se segue a qualquer ato terrorista já é, para eles, uma vitória. A informação acaba por dividir a audiência em blocos bem definidos: aquele que nunca poderá aceitar o absurdo de um ato de terror, felizmente a maioria, e, por incrível que pareça, outro bloco que tentará procurar justificativas para tais ações, como se houvesse alguma.

Assim, o terrorismo vence sempre que um prédio é evacuado, mesmo que não haja uma bomba real. O terrorismo vence quando qualquer de seus atos é transmitido ao vivo e, finalmente, vence ao conseguir plantar a dúvida na cabeça de alguns. Exemplo disso é a reação em setores como a aviação comercial, com prejuízos decorrentes de viagens canceladas, atrasos nos aeroportos devido a novos procedimentos de segurança, alguns deles criados no calor do momento e sem base lógica, como a retirada de isqueiros de passageiros em aeroportos ou a adoção de talheres de plástico, já que os de metal passaram a ser considerados o grande problema.

E o terrorista? E aquele indivíduo que pode utilizar até mesmo os cordões de seus sapatos para dominar a tripulação de um avião ou sufocar pessoas com guardanapos de papel? Não é ele o verdadeiro responsável por toda essa situação? De que adianta retirar talheres de metal dos passageiros se os terroristas buscarão outros meios para atingir seus objetivos?

Até agosto de 2001, não eram as armas de fogo consideradas a origem de todos os males? E agora, pilotos de linhas aéreas comerciais norte-americanas organizam um movimento para que possam portar, ao menos, uma pistola ou revólver para defesa de suas vidas e dos passageiros.

O que dirão os antiarmas? Insistirão para que os pilotos, assim como fazem com o cidadão comum, caminhem para um possível matadouro sem qualquer oportunidade de defesa?

Talvez seja o momento de refletir seriamente sobre o assunto e questionar a lógica de deixar uma população indefesa diante da criminalidade e do terrorismo. Até onde irão aqueles que defendem tais medidas? É preciso lembrar que estão lidando com vidas humanas.

Índice

Índice da Edição
7
Resposta Armada — Mais Relatos VerídicosResposta Armada
Por Klaus Mauser
10
Armas de Fogo e ViolênciaLegislação
Por Rômulo Resende ReisUma opinião abalizada
12
Curso de Proteção VIP IIEspecial
Por Lincoln J. TendlerParaná inova em treinamento
16
Pistola KimberApresentação
Por Lincoln J. TendlerPerfeita para o porte em calibre .45 ACP
20
Carabina Taurus-FAMAE CT-40Teste
Por Lincoln J. TendlerUma nova arma no mercado policial nacional
28
Simuladores de ConfrontoTreinamento Policial
Por Iranil dos Santos/Itamar dos SantosA informática contra o crime
34
Backup GunTrabalho Policial
Por Márcio Santiago Higashi CoutoA segunda arma do policial
41
Dinossauros de FogoCaça
Por Dr. Remo Farina JúniorGrandes calibres do passado
44
Armas de Competição em .22Tiro Esportivo
Por Lincoln J. TendlerO calibre soberano no sul do país
49
São Paulo Knife ShowEventos
Por Ivan CamposMostra com o top da cutelaria
52
TaxidermiaEspecial
Por Fernando ChiavenatoUma quase desconhecida ciência
56
Browning BDA 380Testando as Clássicas
Por Lincoln J. TendlerPistola Beretta em outra embalagem
60
Shell HoldersDicas de Recarga
Por Eng. Creso M. Zanotta

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