Editorial
Cabeças Duras
Embora as autoridades brasileiras insistam em promover de várias formas e sob vários disfarces o desarmamento da população honesta, a violência como um todo, em todo o País, aumentou muito no decorrer de 1998 e as previsões para o futuro não são nada animadoras nesse campo.
A violência, sabem todos aqueles que têm o mínimo de bom senso, é produto de fatores educacionais e sócio-econômicos. Apenas as autoridades (ou seriam pseudo-autoridades?) brasileiras não querem dar-se conta disto, porque, claro, lhes é conveniente no momento achar um culpado para a deplorável situação brasileira da atualidade. Assim, no caso do aumento da violência, já existem os teimosos que insistem no velho e gasto refrão "se com as tentativas de desarmamento a violência aumentou, imagine sem isso!".
Dessa forma é que comunicadores de fama nacional agora se somam a essas "autoridades", fazendo de conta mais uma vez que a culpa da violência é única e exclusivamente das Armas de Fogo. A coisa toda assemelha-se a um movimento orquestrado onde também aqueles que comovem a população através de veículos de comunicação insistem numa teoria desprovida de qualquer fundamento lógico.
Apenas para citar um exemplo, basta comparar os números oficiais emitidos pela própria Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, devendo ressalvar que o mesmo ocorre na maioria dos Estados brasileiros. Em 1993 emitiu-se, em todo o Estado de São Paulo, cerca de 70.000 portes de arma; em 98, este número caiu para pouco mais de 2.000, uma queda brutal que não foi acompanhada pelos números dos crimes, pois apenas para citar-se um tipo as chacinas do ano passado quase que duplicaram em quantidade e número de vítimas na mesma região geográfica.
Ora, como se percebe por esse singelo (mas gritante) dado, mesmo num período de extremo controle de Armas de Fogo e de insistentes e impróprias campanhas antiarmas, a criminalidade não diminuiu, ao contrário, aumentou. E muito!
Seria o caso de perguntarmos, não só às autoridades mas, agora também, aos grandes comunicadores, aonde leva tanta teimosia dos senhores. Ou vossas senhorias são mesmo renitentes cabeças duras? Talvez nessa questão existam grandes parcelas de egocentrismo e de pura falta de humildade por parte dos homens públicos brasileiros, mas até a falta de reconhecimento dessas falhas de caráter é mesmo um sinal de perniciosa teimosia.
Com a palavra aqueles que não são técnicos no assunto das armas mas insistem em suas vās teorias de desarmamento da população honesta.
Índice
Índice da Edição
10
Entenda a Nova LeiEspecial
Por Rafael Moura-NevesEliminando a maioria das dúvidas
16
Travas de Armas de FogoEspecial
Por Hélio Barreiros JúniorConheça-as detalhadamente
21
FaisõesSafari
Por Os Editores
22
A Nova Bersa ThunderTeste
Por Hélio Barreiros JúniorCom os pés no futuro
28
Canivetes Remington BulletCutelaria
Por Hélio Barreiros JúniorAntigos e novos; ambos muito colecionáveis
34
Beretta 84 FTeste
Por Jean-Louis CourtoisUma das mais vendidas semi-automáticas em .380 ACP
38
O ABC de uma Coronha CustomEspecial
Por José Carlos SchmatzPasso a passo as explicações do especialista
44
Facas de Alberto PaschoarelliCutelaria
Por Hélio Barreiros JúniorBrazilian Bowie Man. De verdade!
49
Carabina Itajubá .22LRTestando as Clássicas
Por Lincoln J. TendlerOpção robusta e acessível mesmo nos dias de hoje
59
Marcas, Logotipos e Nomes de ArmasMagnum Pesquisa
Por Eng. Creso M. Zanotta
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