Editorial
As Armas no Engraçado País do Carnaval - I
Não é mais possível que fiquemos calados! O descalabro de algumas autoridades brasileiras com relação a Armas de Fogo chega a ser cômico, não fosse, em realidade, algo trágico para com os que as apreciam.
Exatamente quando as primeiras pesquisas eleitorais sobre a intenção de voto na escolha de um novo presidente da República apontam, inquietantemente, em nossa opinião, para uma inicial preferência esquerdista do Povo, justamente aqueles políticos que se dizem os maiores, os verdadeiros democratas vêm nos acenar com uma série de leis e atitudes extremamente restritivas a Armas de Fogo.
Assim, os editores de Magnum decidiram criar esta série de especiais editoriais tentando, através da divulgação do ridículo dessas atitudes e leis políticas, promover uma maior conscientização e movimentação justamente por parte de seus leitores.
Três fatos chamaram nossa atenção e merecem ser analisados. Cada um deles mostra uma determinada faceta do caráter dos políticos anti-armas, mas todos têm algo em comum: revelam também a tremenda falta de consciência e de conhecimento para com os anseios do Povo relativamente a Armas de Fogo.
INTELIGÊNCIA SUPÉRFLUA. Após a promulgação da nova constituição brasileira, os proventos oriundos do ICM Imposto Sobre Circulação de Mercadorias passaram para os cofres dos Estados, mudando o nome para ICMS Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Esse tributo "naturalmente inchou" e no afã de se obter um ainda maior volume de dinheiro, as autoridades estaduais deliberaram sobretaxar o que consideram "produtos supérfluos", como se tivessem o direito de julgar o que é desnecessário para os outros. Dessa forma, o imposto de uma série de produtos, ENTRE ELES AS ARMAS DE FOGO, iria passar de 17% para 25%, o que representaria um acréscimo final no preço desses itens PARA OS CONSUMIDORES, da ordem de cerca de 10%. A aplicação desse novo percentual, felizmente, ainda não foi aprovada, tendo sido sua votação postergada algumas vezes.
Se esses mesmos governadores dessem condições de real proteção à população trabalhadora e honesta, como ocorre em alguns países, talvez, e só talvez, a ideia de se considerar uma arma, que em última análise é um instrumento de Defesa, como supérflua fosse algo analisável. Como é público e notório que isso infelizmente não ocorre em nenhum Estado brasileiro, a insistência política para com essa aprovação apenas revela que quem a propôs, ou a defende, tem inteligência supérflua. Talvez mesmo ele, no todo, seja um político supérfluo.
É PROIBIDO OLHAR! Recentemente, o prefeito de Curitiba (PR) aprovou lei municipal que proíbe que lojas exponham Armas de Fogo em suas vitrines, não, não é brincadeira, é sério. Assim, os curitibanos não podem sequer olhá-las, sequer olhá-las. O que será que existe no interior das cabeças desse prefeito e de seus assessores, assessores?, que lhes faça pensar que em toda a sua "onipotência" possam determinar o que as pessoas devam olhar ou não? É isto mesmo que você está pensando.
Mas, o mais estranho é que esses políticos foram eleitos pela vontade popular, quer dizer, colocados nos cargos públicos para, graças a Deus, mostrar quem realmente são. E o estão fazendo muito bem. Lembra aquele ditado "Deus escreve certo por linhas tortas", não lembra?
DANE-SE! Conforme noticiado pelos jornais paulistas, recentemente se soube que, em todo o ano de 1988, a Secretaria da Segurança Pública do Rio de Janeiro expediu menos de 150 Portes de Armas. Exatamente, menos de 150. Note que isto ocorreu numa cidade que tem mais de 5 milhões de habitantes, num dos anos mais violentos da década e numa das regiões mais violentas do mundo. Ao assim deliberar, essa autoridade "competente" esqueceu-se que bandido não compra armas em lojas e, muito menos, solicita autorização legal para portá-las. Em síntese, foi incompetente em sua decisão. Quem o colocou no cargo? Quem?
Essa autoridade e o político que lhe deu o emprego querem, no fundo, que você nem tenha o direito de andar legalmente armado. Daqui a pouco, quando eventualmente inquiridos sobre esse fato, certamente eles vão dizer "...não, em 88, realmente poucas pessoas solicitaram Porte de Armas...". Com certeza, essas poucas pessoas agraciadas com tão difícil e "magnânima" concessão dessa autorização no Rio são os amigos mais chegados.
Veja bem, leitor: não é para perder mesmo a paciência? E veja que ridículo: somos nós que pagamos os altos salários de tais tipos. Qual seria a justificativa deles para essas insanas atitudes?
Apenas podemos supor que eles querem provar que o "saco" do Povo brasileiro é de material extremamente elástico. Desculpe-nos, mas até uma grande paciência se esgota com fatos tão ridículos. São tragicômicos realmente.
Você não pode querer a continuação disto, deste estado feudal de coisas relativamente a, pelo menos, Armas de Fogo. A prosseguirmos assim, só nos falta mesmo a roupa para sermos bobos da corte.
Qual a solução? É anotar, realmente anotar num papel, os nomes, partidos e atitudes dessa gente e, pelo menos, nos enviar, para que possamos montar a nefanda galeria dos políticos anti-armas do Brasil, aqueles que não devem ser agraciados com o seu voto, pois já terão provado que não partilham dos anseios dos apreciadores de Armas de Fogo. Afinal, somos mais de 250.000 pessoas. Seremos 250.000 bobos... tristes?
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