Editorial
Na qualidade de Editores de uma revista brasileira sobre Armas e, portanto, de um veículo formador de opinião pública neste segmento, sentimo-nos não apenas na obrigação de informar, mas também de alertar nossos leitores para os fatos de relevância nacional que ocorrem no momento neste panorama.
Neste 1.º número, vamos nos referir à recente insistência das autoridades de nosso país de culparem as Armas de Fogo como responsáveis pela violência, aumento nos índices de criminalidade, desvios de personalidades em formação, etc.
Não bastasse um determinado Projeto de Lei que seria submetido ao Congresso para, acreditem, "proibir que as indústrias brasileiras de armas leves vendessem no mercado interno seus produtos, só podendo fazê-lo no exterior e, ao mesmo tempo, impor que todas as armas registradas em poder de civis fossem recolhidas", recentemente o excelentíssimo senhor Presidente da República deliberou que fosse o porte ilegal de armas transformado em crime, deixando assim de ser apenas uma contravenção penal.
Ora, o porte da arma não significa a intenção de usá-la para cometer crime e nem alicerça a prática da violência!
Abusados ou não, estes são os fatos que estão semanalmente nas páginas dos jornais, alguns dos quais, infelizmente, não assumem clara posição a respeito. Exatamente ao contrário de nossa revista, a qual declara-se transparentemente contra qualquer veto ilógico, não plenamente fundamentado e ou cerceador dos direitos do cidadão, contribuinte e honesto, de possuir e ou portar armas.
Não é apenas por razões comerciais, mas muito mais por questões verdadeiramente ideológicas e nacionalistas, de acreditar que estamos num país democrático e do qual muito nos orgulhamos!
Mas, partindo-se apenas para uma análise não superficial, tampouco profunda, constata-se aquilo que já estamos cansados de saber e que nem por isso torna-se desnecessário mencionar: violência e aumento de criminalidade são fatores de origem puramente social que nada tem a ver com armas de fogo.
A maioria dos crimes de morte não são praticados com armas de fogo; usa-se muito mais facas e estiletes, porretes, etc. Assim, o dificultar a posse ou o porte da arma em nada irá minimizar esse problema, ao contrário, irá contribuir para o florescimento de um mercado negro dessas armas e corrupção na polícia, estes sim com efeitos maximizadores nesses índices, pois irá dar "sabor ao fruto proibido".
Assaltantes e outros criminosos também lêem jornais e, uma vez sabedores do difícil acesso da população trabalhadora às armas de fogo e ao seu porte, irão atrever-se mais e mais. Lembrem-se que esposas e filhos em casa não possuem habitualidade em enfrentar marginais; também mocinhas que voltam de escolas à noite não estão familiarizadas em contra-atacar estupradores. O cerceamento às armas tirará a liberdade do pai de família em possuir e portar uma arma, mas não impedirá o bandido de tê-la, disso temos certeza!
Alguém uma vez disse que se proibirem as armas, somente os criminosos as terão!
Não, não. Não somos adeptos do "uma arma na mão de cada adulto". Somos verdadeiramente favoráveis e apoiamos as filosofias norte-americana e suíça: "uma arma em cada lar consciente".
Armas de fogo são ferramentas de defesa e esporte e assim devem ser encaradas. Criminoso é o dedo que aciona indevidamente o gatilho. Chaves de fenda também matam; alicates podem cortar jugulares e facas de cozinha provocam ferimentos terríveis.
Então, tudo depende da formação e preparo de quem utiliza o objeto. O verdadeiro consciente não usa a arma de fogo como meio de exibição e ou demonstração de poder.
Senhores do Congresso: não vamos deixar que alguns incidentes, de um longínquo lugar chamado Bico do Papagaio, reflitam para o resto do mundo a falsa ideia de que somos uma sub cultura caminhando para a democracia plena. Vetem, depressa, estes perigosos projetos anti sociais, que gerarão desempregos; gerarão maior atrevimento da marginalia, irão ferir direitos do contribuinte honesto, pois bandido não compra armas em casas especializadas e nem tampouco tira porte, e refletirá uma violência ainda maior. Preocupem-se sim com os reais motivos da violência: a fome e o desemprego.
Finalizando: Você quer deixar para seu filho um país onde a lei se esforça para infundir-lhe medo com relação às armas de fogo, que só dá condições a marginais de obtê-las? Caso não queira, corra e manifeste-se junto ao deputado conhecido seu ou escreva ao Congresso e a nós. Vamos fazer valer os nossos direitos, mesmo que adquiridos quando ainda éramos vistos pelo resto do mundo como sub cultura. Retrocesso, não. Que prevaleça a verdadeira democracia que tanto nos prometeram.
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