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Revista Magnum - Especial 54 - Revólveres do Oeste selvagem
ESPECIAL

Revista Magnum - Especial 54 - Revólveres do Oeste selvagem

abr. de 2018 · 68 páginas

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Pólvora, poeira e história! Nesta edição especial, a Revista Magnum faz uma viagem fascinante ao Velho Oeste americano através dos revólveres que moldaram uma era. Do lendário Colt Walker — considerado o primeiro Magnum — ao raríssimo Colt "Peacemaker" Nº 1, cada arma traz uma história de coragem, aventura e inovação mecânica. Modelos menos conhecidos, como os Merwin, Hulbert & Company e o Forehand & Wadsworth, dividem espaço com os clássicos Remington-1875 e o elegante Colt "New Frontier". Se você é fã do gênero western ou simplesmente ama a história das armas, esta é a edição perfeita para você.

Editorial

Oeste o que?

O Oeste Selvagem - ou Velho Oeste - esteve intimamente ligado ao desenvolvimento das armas de fogo. Um pouco por desejo, muito por necessidade, é hoje certo que elas estejam bastante mais associadas a tal período do que a qualquer outro da história americana. Em remotas porções territoriais do oeste dos EUA, durante o século dezenove, lei e ordem compunham por vezes um conjunto vazio. Melhor amiga do homem, a arma de fogo era efetiva grande parte da vida por lá.

A borda se mantém delineada pelo rio Mississippi por muitos anos, rio que corta os EUA de norte a sul, desde oeste dos Grandes Lagos até o delta de Nova Orleans. É então considerado território selvagem, inóspito, com pouca possibilidade de se tornar em lar, tudo o que a ocidente desse rio estivesse. Com a compra do território da Luisiana, em 1803, providenciado seu desbravamento, tem início em ano seguinte o chamado Velho Oeste. Os EUA se expandem, gradualmente, rumo ao desconhecido e imenso além-fronteira.

Frequentemente, se diz Velho Oeste apenas quando em referência aos últimos trinta e cinco anos do século dezenove, contados desde 1865, desde o fim da Guerra da Secessão. Mais adequado tratar quase todo esse século ao fazer uso do termo no entanto e, de forma mais precisa ainda, ter em mente os oitenta e seis anos passados entre 1804 e 1890, respectiva e formalmente, dele início e desenredo.

Velho Oeste é uma expressão. Também Oeste Selvagem, como muitos preferem. Denomina a relação entre um período histórico e a grande porção territorial dos EUA a oeste do rio Mississippi. Abrange história, geografia, política, personagens, sabedoria popular e manifestações culturais.

Aquisições de territórios e anexações são sua marca registrada. Compromissos políticos, tratados e acordos com nações estrangeiras e população nativa. Conquistas militares, implantação e manutenção de lei e de ordem. Isso tudo se soma às inovações tecnológicas e maciças migrações de estrangeiros, e os EUA se expandem, de costa a costa, abastecidos pela convicção na divina predestinação, supostamente vinda de Deus, dita *Manifest Destiny*. Algo como “Destino Claro” ou, enfim, “Sorte Evidente”. Divina predestinação a abonar e justificar inclusive apropriação de territórios, matança e deslocamento forçado dos nativos, posto que TUDO integrasse um projeto sagrado, infinitamente maior.

Enquanto cresce a nação, passando de sociedade agrária para nação industrializada, o governo federal expande fortemente seu poder, dando segurança, gerenciando o Velho Oeste. Promovendo inicialmente assentamentos e exploração da terra, ao final do século dezenove torna-se ocupante e administrador das áreas abertas remanescentes.

A partir de meados do século dezenove, uma nova onda tecnológica consolida a chamada Segunda Revolução Industrial. Telégrafo, lâmpada incandescente, tração elétrica, refinação do petróleo. Motor a explosão, transmissão de energia elétrica a longa distância, telefone, iluminação de centros urbanos e industriais. Em meio a outros tantos avanços, desencadeiam aceleração do ritmo industrial e a busca por novos mercados. Cientistas caem de dentes na elaboração de teorias, cálculos, métodos e máquinas capazes de reduzir custos e tempo de manufatura, permitindo à indústria finalizar seus produtos numa escala cada vez maior, a preços cada vez menores, consumíveis por mais gente. Novas fontes de energia interferem positivamente na siderurgia e permitem a construção de milhares de quilômetros de estradas de ferro. O aço é cada vez mais aprimorado e mais amplamente utilizado. Em mesmo passo, métodos mais simples de obtenção permitem que compostos químicos, como ácido sulfúrico e soda cáustica, se tornem mais acessíveis, viabilizando fabricação de explosivos e nitrocelulose em larga escala.

Embora também utilizadas como meios de imposição de vontade, as armas de fogo são, fundamentalmente, ferramentas do Velho Oeste. Instrumentos para caça e defesa, as mantenedoras do lar. Vai chegando ao fim a era dos fuzis e pistolas de antecarga e tiro singular. Armas de fogo foram ficando mais leves e mais rápidas. Em pouco tempo, o sistema de repetição, o cartucho metálico e a retrocarga seriam os oligarcas duma nova fase.

Com direito a batalhas, índios, armas de fogo, cervídeos, ursos, cabanas, heróis, casas de madeira, “cidades instantâneas”, prostitutas, *bourbon*, tabernas, mulas, cavalos, poeira e mais armas de fogo, conquista e doma do oeste só foram possíveis e tiveram cumprimento em função de muita sujeira, determinação e armas confiáveis, paridas de boas idéias e muito boas matrizes. O período observa um desenvolvimento dramático de desenhos e processos de industrialização desses bens. Desenhos e processos que costumo resumir sob uma só palavra: *design*.

Caio Wolff Bava

REVISTA MAGNUM

Índice · 2 páginas

Índice da Edição
6
Colt 1878 D. A. FrontierEspecial
Por Laércio GazinhatoA Fugaz Trajetória de um dos Mais Clássicos Revólveres do Oeste Selvagem
12
Os ImperdoáveisEspecial
Por Laércio GazinhatoPara os Amantes do Gênero "Western", um Filme "Imperdível"...
18
As Colt "P" & Outros ReisEspecial
Por Caio Wolff BavaO Colt Reinava Sozinho?
24
Revólveres Merwin, Hulbert & CompanyEspecial
Por Laércio GazinhatoUma Excelente Inovação Mecânica em Quase Desconhecida Arma de Fogo do Velho Oeste
29
Caça-Palavras & Recarga CruzadaEspecial
30
Forehand & Wadsworth "Army"Especial
Por Laércio GazinhatoUm Grande e Esquecido Revólver do Velho Oeste
34
Colt "New Frontier"Especial
Por Laércio Gazinhato / José Joaquim D'Andrea MathiasO Revólver que Abriu Novas Fronteiras àqueles que Apreciam Ação Simples
40
Remington-1875Especial
Por Laércio GazinhatoO Concorrente dos Colt e Smith & Wesson de Ação Simples e Cartucho Metálico
46
Colt Walker — O Primeiro MagnumEspecial
Por José Joaquim D'Andrea MathiasCoragem e Aventura se Misturam na História deste Poderoso Revólver e do Homem que Ajudou a Criá-lo
52
O Revólver dos CowboysEspecial
Por Laércio GazinhatoConhecendo um Raro (e Bom) Calibre do Velho Oeste
58
Colt "Peacemaker" Nº 1Especial
Por Laércio GazinhatoA Quase Incrível História do Mais Valioso Colt do Mundo
62
Double Derringer RemingtonEspecial
Por Lincoln TendlerUma Clássica e Diminuta Arma!

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