Editorial
Introdução
Gostaria de começar esta obra de uma forma mais descontraída, mas a verdade é que se faz necessário profundas alterações em meio às forças policiais de nosso país.
Alguns dizem que, para as soluções começarem a acontecer, o primeiro passo seria a unificação de nossas forças policiais em uma só polícia não militarizada, que trabalharia diretamente subordinada ao Poder Judiciário.
Apesar de achar a idéia válida, não pretendo entrar no mérito da questão, pois fugiria ao principal objetivo desta obra, que é analisar armas, seu uso tático e técnicas de tiro.
É urgente que aconteçam melhorias e que haja interesse em executá-las por parte de nossos dirigentes. Fico profundamente aborrecido quando vejo divulgado por nossa imprensa notícias onde, por uma infelicidade, o erro de algum policial feriu alguém ou custou a vida de um inocente. Antes dos nossos jornalistas pedirem a cabeça do policial em alto e bom som, seria necessário que vissem qual foi o treinamento que ele recebeu e se pôde atirar com sua arma - treinar com ela - o suficiente para aprender a manejá-la com perícia. Antes de condenar o homem é necessário fazer uma análise, para se saber o quanto o Estado é culpado.
É bonito falar em cortar despesas mas, no caso da polícia brasileira em geral, a coisa não é cortar, mas sim investir para valer! O que até hoje não foi feito.
Investir no policial, em seu preparo, em seu treino e em suas condições de trabalho. Um policial armado e mal treinado é um perigo para ele mesmo e para o público que depende de seus serviços. Chega de "tapar o sol com peneira". Talvez nossos chefes não queiram ou nosso povo se envergonhe em saber que sua polícia não tem sido treinada a contento e que seus policiais têm dificuldade até mesmo para comprar sua munição para o trabalho, quanto mais para treino, mas este estado de coisas tem que mudar.
Gasta-se tanto em nosso governo com salários astronômicos de parasitas e outras despesas supérfluas, que a Segurança Pública fica desguarnecida dos meios básicos e elementares para aperfeiçoar-se. Para os que ainda crêem que é necessário economizar em um setor tão fundamental para sustentação da sociedade como um todo, basta perguntar qual é a maior preocupação do cidadão de hoje: sua segurança!
E o preço moral pago pela instituição a cada denúncia de corrupção policial, muitas vezes provocada pelos baixos salários?
Não é hora de vermos que polícia é coisa séria?
Nos EUA, um país que já chegou a estas conclusões há muito tempo atrás, um policial só pode fazer a parte operacional (de rua) de seu serviço se ele conseguir qualificar-se em testes de tiro periódicos. É claro que a munição para o treino e para os testes é fornecida gratuitamente pelo governo.
Além disso, têm acompanhamento médico e psicológico constante, no próprio departamento, para ajudá-los a "segurar a barra" das pressões provocadas pelo estressante serviço policial.
Quando a polícia brasileira tiver todos esses direitos (eu disse direitos e não regalias), aí sim caberá ao Estado e à imprensa cobrar mais de seus policiais, e será até mesmo aceitável que nossos repórteres "bonzinhos" venham a defender nossa repugnante marginalia, mas até lá, como diria Laércio Gazinhato, vão "plantar batatas".
Certos ingênuos, do tipo coração mole e covarde, crêem que a melhor resposta para a violência é a passividade e a entrega sem limites às mãos dos marginais, acreditando que o marginal é um incompreendido e uma vítima da sociedade.
Essas criaturas repelentes (bandidos e marginais), não são vítimas... a sociedade é que é vítima desses imundos! Para a violência sem limites e o banditismo desregrado, a única resposta que essa laia entende e respeita é o uso da força.
Não se pode combater o banditismo com idéias, mas sim com enérgicas ações repressoras. De outra forma, o caos e a impunidade campearão, tornando inviável a vida social.
Alguns poderão dizer que as armas recomendadas aqui são muito perigosas (ui!) e poderão dar uma conotação de excessiva brutalidade policial. É claro que são perigosas! É para isso que foram criadas. Nenhum marginal vai respeitar uma arma de brinquedo ou decoração.
O importante é saber usá-las com perícia e no momento certo. Dessa forma salvam vidas, protegem o direito e resguardam a justiça.
Para isso é necessário que o homem que as maneja seja devidamente preparado.
Se não puder ser treinado de acordo, então é melhor que lhe dêem um estilingue e pedras. Com isso, dificilmente vai ter qualquer vantagem contra nossa bem armada bandidagem, restando unicamente a opção de correr e, talvez, esconder-se heróicamente em algum buraco bem fundo.
Índice
Acesse esta edição
Assine e acesse esta e outras 206 edições. Ou compre apenas esta edição por 30 dias.








