Editorial
Prefácio
Facas são a mais antiga ferramenta do Homem. Com primitivas lâminas de sílex, o homem das cavernas afiou as pontas de suas lanças; com elas, cortava a caça e a pesca; cortava as frutas, etc. e, assim, começou a desenvolver armas que o superavam em relação a animais maiores e mais fortes.
Basta dar uma olhada a nossa volta e verificamos que as facas (ou pelo menos as lâminas) estão presentes em toda a vida diária. Imagine tudo o que necessita ser cortado e Você comprovará que as facas acompanham o Homem desde o primórdios de sua existência. E deverão continuar a fazê-lo. Tente conceber um mundo sem facas e verifique que isto é... impossível!
Dentre todas as facas, a mais famosa é aquela chamada Bowie. Nascida no início do século passado, seu mais clássico formato de lâmina tornou-se inconfundível, sendo hoje usado para tudo, desde defesa ou caça a tarefas domésticas.
Houve uma época em que era inconcebível um aventureiro, caçador, "cowboy", pistoleiro, índio, etc. não ter uma faca e a escolha deles - invariavelmente - recaía numa Bowie, embora também nesses fascinantes anos essa designação se aplicasse a qualquer lâmina destinada à defesa.
Durante muito tempo pesquisei a história e o desenvolvimento da faca Bowie. A satisfação e o fascínio que obtive (e ainda obtenho) aprendendo sobre elas traz-me uma certeza: mais do que uma simples arma, a faca Bowie é um forte símbolo de coragem do povo norte-americano, o retrato vivo da heróica aventura que foi a vida de James (Jim) Bowie, entendido, pelo menos, como seu mais famoso usuário pelos "experts" e historiadores.
Deixando falsa modéstia de lado, posso afirmar-lhes - sem o mínimo temor - que esta é atualmente a obra mais completa sobre essa faca. Os dados nela contidos foram checados e rechecados; tudo o que poderia dizer respeito ao período áureo das Bowies foi cuidadosamente pesquisado, ponderado e incluído. Entretanto, considero a obra apenas como aquilo que deveria, há muito, ter sido feito, principalmente no Brasil, onde o número de interessados em facas cresce dia a dia.
De certa forma, ao escrever sobre qualquer episódio do Selvagem Oeste norte-americano do século passado, consigo transportar-me àquela que considero a mais romântica e aventureira das épocas. Espero que minha linguagem e as ilustrações desta obra consigam fazer o mesmo com os leitores...
Viajemos juntos!
O AUTOR
São Paulo (SP)I nverno de 1990
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