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Edição 83 - Ano 14 - Maio/Junho 2003
REGULAR83

Edição 83 - Ano 14 - Maio/Junho 2003

mai. de 2003 · 71 páginas

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A edição 83 da Revista Magnum traz dois temas que vão interessar colecionadores e atiradores em igual medida: o fuzil Dragunov russo — lendário sniper das forças soviéticas — recebe uma apresentação histórica completa nas páginas da Magnum. E as pistolas Walther em .22 passam pelo banco de testes, apresentando novas opções no mercado nacional. O Shot Show 2003 é coberto como a maior mostra de armas do mundo — com destaque para as novidades mais relevantes para o Brasil. Uma aventura de caça no Uruguai mostra como o país vizinho recebe caçadores brasileiros com toda a hospitalidade e abundância de troféus. E o general Rosalvo, chefe da DFPC, fala em linha direta sobre o colecionismo e os regulamentos que regem o setor.

Editorial

O QUE HÁ PARA CELEBRAR?

Trinta e um anos de terrorismo internacional em nosso sofrido planeta. Nada que seja digno de comemoração, é claro, mas de reflexão, principalmente para elucubrarmos quanto aos próximos trinta e um anos. O que acontecerá?

A data reconhecida como a do nascimento de ações terroristas propriamente ditas refere-se ao atentado ocorrido durante as Olimpíadas de Munique, na Alemanha, tendo como protagonistas extremistas árabes que tomaram atletas israelenses como reféns. Para quem não se recorda, o desfecho foi fatal, com a morte de todos os envolvidos no incidente.

Bem, até agora referimo-nos ao terrorismo internacional. Contudo, o que nos interessa muito mais é o Brasil, este país que ora navega nas águas de uma guerra interna, tomado por bandidos. Enquanto lá fora se faz de tudo para, pelo menos, amparar as forças da lei visando enfrentar o nível de periculosidade desses criminosos, aqui tudo continua a acontecer da mesma forma. Basta lembrar dos planos de segurança pública que são anunciados com grande repercussão, mas que raramente saem do papel, e da atuação de certos grupos que se apresentam como defensores de direitos, mas que, na prática, são percebidos por alguns como seletivos em suas pautas.

Enquanto isso, um leitor, com a melhor das intenções e imbuído de espírito crítico construtivo, envia-nos uma mensagem na qual observa que, de uns tempos para cá, os editoriais desta publicação tornaram-se cada vez mais “políticos”, abordando principalmente decisões e propostas que impactam diretamente o direito à defesa individual.

Diante dessa observação, tentamos elaborar um editorial voltado exclusivamente para lançamentos da indústria brasileira de armas de fogo. Não foi possível. Os poucos lançamentos existentes acabam sendo mais adequados para artigos técnicos de avaliação, algo que continuamos a fazer com satisfação. Em outras palavras, torna-se difícil não abordar questões mais amplas em um cenário onde decisões públicas impactam diretamente a vida cotidiana e a percepção de segurança.

Observa-se também que grande parte dos veículos de comunicação adota uma linha editorial específica sobre o tema, o que contribui para um debate muitas vezes unilateral. Nesse contexto, surge a necessidade de outras vozes que tragam diferentes perspectivas e questionamentos, contribuindo para ampliar a discussão.

No fundo, o que se deseja é que aqueles responsáveis por decisões que afetam diretamente a população tenham acesso a análises mais aprofundadas, baseadas em dados consistentes e em uma compreensão mais ampla da realidade. A repetição de informações sem verificação adequada pode contribuir para interpretações equivocadas e, consequentemente, para decisões pouco eficazes.

Talvez seja necessário observar com mais atenção experiências internacionais e também exemplos internos. Questões como a origem do armamento utilizado em crimes, a efetividade de determinadas restrições legais e os reais fatores que influenciam os índices de criminalidade são pontos que merecem análise cuidadosa.

Informações frequentemente citadas incluem o fato de que a maior parte das armas utilizadas em atividades criminosas não possui registro legal, além de que diversos outros instrumentos são utilizados em ocorrências de violência. Esses elementos reforçam a complexidade do tema e a necessidade de abordagens que considerem múltiplos fatores.

Índice

Índice da Edição
8
O Colecionismo e Seus RegulamentosLegislação
Por Ennio MurtaAtualização do R-105
14
Dragunov — O Fuzil Russo para SniperApresentação
Por Lincoln J. Tendler / Mike Gruber
20
Pistola Walther .22Teste
Por Hélio Barreiros JuniorNovas opções no mercado nacional
26
Aventura no UruguaiCaça
Por Carlos N. S. ParesPaís vizinho recebe Caçadores brasileiros
34
Shot Show 2003Eventos
Por Lincoln J. TendlerA maior mostra de armas do mundo!
60
General Rosalvo...Entrevista
Por Dr. Misael Antonio de SouzaChefe da DFPC em linha direta

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