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Edição 45 - Ano 8 - Novembro/Dezembro 1995
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Edição 45 - Ano 8 - Novembro/Dezembro 1995

nov. de 1995 · 100 páginas

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A edição 45 da Revista Magnum homenageia Samuel Colt — o homem por trás do revólver mais famoso do mundo — com uma biografia diferente e apaixonante. O revólver Colt 1878 DA Frontier tem sua fugaz trajetória no Velho Oeste narrada com o cuidado histórico que o modelo merece. A pistola GC-54 passa pelo teste mostrando defesa em calibre 12 numa arma curta. Surpreendentemente, existem submetralhadoras feitas na terra dos Incas — e a Magnum as testa com rigor. A nova pistola Imbel STI/GC em .45 ACP combina o melhor de dois mundos. A Remington New Model 1858 em réplica de aço inoxidável impressiona pela qualidade. E canivetes lockback são analisados como objetos valorizados em todos os tempos. Uma edição que celebra a história com muito estilo.

Editorial

O Que Aprendemos

As colocações a seguir (e respectivos comentários) sintetizam o que aprendemos em quase uma década editando Magnum. São informações importantes e que merecem ser lembradas diariamente por todos os brasileiros que apreciam Armas de Fogo. Faça da ciência destas um retrato vivo daquilo que acontece no Brasil no tocante a esse assunto.

  1. Aprendemos definitivamente que campanhas de desarmamento da população honesta não funcionam.

A muito divulgada “Campanha Nacional de Combate às Armas”, com pouco mais de 1 (um) ano insistentemente veiculada nas principais emissoras de televisão do País, NÃO FUNCIONA! Ao contrário do pretendido, pessoas continuam a ser mortas com Armas de Fogo, principalmente nas grandes cidades, justamente onde os filmes da tal campanha são mais veiculados. Aqui vai um exemplo: no primeiro semestre de 1995 o número de assassinatos aumentou 21% (vinte e um por cento!) no Estado de São Paulo em relação a igual período do ano anterior, conforme dados de sua própria Secretaria de Segurança Pública!

Como estarão se sentindo os “profissionais da Grande Imprensa brasileira que compactuaram com a campanha? Como estará se sentindo a jornalista paulista que a criou? E os políticos que a incentivaram? Será que toda essa gente conseguirá dormir ao saber que analisando-se friamente esse percentual de aumento de assassinatos chega-se à triste conclusão de que, então, no mínimo 21% (vinte e um por cento) a mais de pessoas honestas perderam a vida, grande parte das quais certamente por não ter como reagir armada?

Nós, os pró-armas, estamos tranquilos, com o sono em dia e conscientes de que temos como defender-nos e aos nossos, defender nossa propriedade e nossa liberdade, mesmo que para isso tenhamos que utilizar Armas de Fogo.

Mas, não parem não com as campanhas de desarmamento dos cidadãos honestos, pois ao contrário do que vocês imaginam elas são excelentes “ferramentas” para, justamente, chamar a atenção para a verdadeira falta de segurança que temos... Como sempre afirmamos, o povo não é idiota: ele sabe decodificar o que está por trás de não tão inocentes tentativas de visionários nacionais.

Agora, fiquem os promotores da “Campanha Nacional de Combate às Armas” e seus incentivadores com os fantasmas dos cidadãos honestos que, de uma forma ou de outra, perderam a vida por não poderem se defender... Durmam bem!

  1. Aprendemos que tentar cercear o comércio honesto de Armas de Fogo também não funciona.

Existe o tópico de uma lei federal que proíbe a venda de Armas de Fogo devidamente registradas antes de decorrido o prazo mínimo de 6 (seis) anos da data de registro (Portaria Ministerial nº 1.261, de 17/10/80).

Com os recentes esforços de recadastramento de armas em São Paulo (veja artigo nesta edição) só mesmo Deus e os policiais que atuam no Departamento de Polícia Científica do Estado sabem a grande confusão e papelada que isto está gerando.

Ora, tudo é muito simples de explicar: quando um cidadão honesto decide vender ou trocar sua Arma de Fogo ele simplesmente o faz emitindo uma espécie de “recibo de gaveta”, deixando a data da transação em branco... Isto se fazia e se faz com imóveis, então por que não com outros bens? E é também o clássico exemplo do que ocorre com qualquer lei feita, impensadamente, por autoridades que ainda imaginam que basta proibir algo ou criar entraves burocráticos para que aquilo não suceda...

A verdade é que, agora mais do que nunca, a polícia paulista está frente a frente com uma grande confusão, embora sua ideia de recadastramento seja sadia.

E o que é pior: se medidas de cerceamento do acesso de honestos a Armas de Fogo continuarem, vamos observar o crescimento da comercialização de “cabritos”, ou seja, aquelas cujos números de série foram raspados, de origem suspeita, mas de custo acessível e sem aporrinhações burocráticas para sua obtenção... Exatamente como na década de 70! Um verdadeiro retrocesso e a polícia brasileira sabe bem disso!

  1. Aprendemos que, no Brasil, até quem anda dentro da Lei também pode ser aborrecido.

O recente episódio de apreensão de Armas de Fogo legalmente importadas por colecionadores brasileiros (no Rio de Janeiro, em 11/7/1995) conseguiu deixar perplexa até a Grande Imprensa internacional.

Artigos nos jornais “New York Herald” e “Chicago Tribune” aos quais tivemos acesso (devem, por certo, existir outros) invariavelmente finalizam perguntando como pode ocorrer isto por parte de nossa Polícia Federal, uma vez que a importação havia sido autorizada pelo Exército Brasileiro? Bom, nós também não entendemos...

Assim, outra vez o Brasil virou chacota internacional e tudo por atitudes (mais uma vez) surrealistas por parte de autoridades cariocas... Realmente, “Viva Rio!”

Com a passividade de certas autoridades no lamentável episódio de apreensão de Armas de Fogo legalmente importadas, destruiu-se por completo o abnegado trabalho de pessoas e setores que vinham lutando pela retirada do colecionador brasileiro da clandestinidade. Talvez, no fundo, essa gente não queira mesmo que as pessoas andem dentro da Lei...

  1. Aprendemos que na visão de certas autoridades e jornalistas nacionais existem calibres de Armas de Fogo que matam mais e calibres que matam menos.

Sem comentários.

  1. Aprendemos que todos os “míopes mentais” deste país invariavelmente associam Armas de Fogo com violência.

Apenas um pequeno comentário (para eles): miséria social, falta de comida e educação, corrupção política, descaso para com honestos e imbecilidade latente também geram violência.

  1. Aprendemos que, no Brasil, acidentes de trânsito matam muitíssimo mais do que Armas de Fogo e ninguém faz nada com relação aos primeiros.

Certamente isto ocorre porque lutar contra o morticínio nas estradas e cidades brasileiras é menos importante e menos sensacional do que declarar-se contra Armas de Fogo sem conhecê-las... Aliás, no Brasil é mesmo muito fácil qualquer nulidade humana projetar-se defendendo teses ilógicas e assumindo posições sem sentido...

  1. Finalmente, aprendemos que nosso trabalho de jornalistas especializados está obtendo resultados.

Isto é realmente importante. Dia a dia temos sido cada vez mais procurados por autoridades, políticos e jornalistas conscientes, muitos dos quais já aprenderam que os antiarmas são seres abjetos, falsos, apenas procurando sua autopromoção.

Esses conscientes são, é verdade, ainda poucos, mas o simples fato de surgirem já nos mostra que nem tudo está perdido e que nossa missão está sendo cumprida.

Índice

Índice da Edição
18
Submetralhadoras da Terra dos IncasTeste
Por Ronaldo OliveIncrível. Elas existem mesmo!
26
Samuel Colt: O HomemEspecial
Por Abel A. DomenechUma biografia diferente...
38
Revólver Colt 1878 D.A. "Frontier"Coleção
Por Laércio GazinhatoFugaz trajetória no Velho Oeste!
46
Canivetes "Lockback"Cutelaria
Por Laércio GazinhatoValorizados em todos os tempos
52
Remington New Model 1858Teste
Por Hélio Barreiros Jr.Excelente réplica em aço inoxidável
60
Pistola GC-54Teste
Por Jean-Louis CourtoisDefesa com calibre 12 em Arma Curta
66
Nova Pistola ImbelTeste
Por Lincoln J. Tendler e Alessio AurilliA híbrida STI/GC em calibre .45 ACP
74
Recadastramento de Armas em São PauloEspecial
Por Eng. Creso M. ZanottaConheça os pormenores
78
Calibres .45Munições
Por Eng. Creso M. ZanottaFamosos & desejados. Sempre!
86
Marcas de ProvaMagnum Pesquisa
Por Eng. Creso M. ZanottaOutros pequenos conhecimentos

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