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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Lucidez Concretizada
Nestas épocas de tantas insanidades brasileiras, neste ano difícil da Economia nacional, da ampliação monumental do festival de besteiras que assola o País no tocante a Armas de Fogo, eis que – repentinamente – dois fatos emergem em nosso segmento com força total e, felizmente, trazem uma idéia de continuidade e melhoria neles embutida.
O primeiro e mais marcante desses fatos é a concretização da importação de armas de calibres permitidos, com a entrada das pistolas semi-automática Walther (veja reportagem nessa edição), de procedência germânica, através da Rossi Imports, de São Leopoldo (RS).
É certo que o processo dessa primeira liberação demorou cerca de 2 (dois) longos anos, mas também é evidente que ela materializou uma antiga promessa dos militares do Brasil Novo. Assim, j´podemos antever a liberação de outras boas armas importadas, as quais atualmente encontram-se em fase final de testes, tais como as pistolas argentinas Bersa, as armas Smith & Wesson, etc.
Como sabemos que uma das predileções de nossos Leitores sempre foram estas Armas
Curtas que denominamos pistolas, decidimos lançar mais este Especial – uma compilação de
várias armas, as quais originaram inúmeras cartas, faxes e, mais atualmente, e-mails daqueles que nos acompanham ou que apenas há pouco tempo também passaram a ser verdadeiros seguidores de MAGNUM e que, por tal razão, não puderam acompanhar algumas das reportagens ora elencadas nestas páginas.
Assim, seja por terem perdido algumas das edições passadas ou, ainda, por desejarem terem mãos os dados e características de várias pistolas que marcaram época (e muitas ainda marcam!), reunimos aqui aquelas que estão entre as mais significativas sob qualquer ponto de vista – seja História, funcionalidade e até mesmo acabamento, traduzido pelo emprego de variados materiais.
Nesse rol incluímos verdadeiros “monstros” do Mundo das Armas Curtas, tais como aDesert Eagle em calibre .50 AE, a imorredoura Walther PP, a sempre presente CZ
– neste caso enfocando o Modelo 75 -, duas SIG-Sauers, uma moderna Walther (a
P5), a HK USP no alternativo calibre 9 mm P e, como não poderia faltar àqueles que julgam ser, atualmente, o polímero a resposta definitiva às demandas de baixo custo e boaportabilidade por seu menor peso, uma Glock (Modelo 26).
É de conhecimento geral que a grande maioria daqueles que pugnam pelo Tiro Esportivo no Brasil tiveram como ''berço'' as carabinas de ar comprimido - ou, como costumávamos chamá-las, ''espingardas de chumbinho'' ou ''espingardinhas de chumbo'', também conforme citação do autor deste livro.
Isso ocorreu nos anos 60 comigo e uma inseparável Urko de calibre 4,5 mm, a qual utilizava em contraponto à Rossi de meu amigo Edison T. França - mais precisa, porém com potência menor do que a de minha carabina; e com as duas realizávamos intermináveis ''campeonatos'' que, basicamente, tinham como alvos as enormes janelas de um imóvel em vias de demolição que se situava bem em frente a nossos apartamentos.
Não foram poucas as vezes em que saíamos com elas às mãos, mesmo sem embrulhá-las, tomávamos ônibus visando consertá-las ou simplesmente ''competir'' em outros bairros contra garotos que possuíam o mesmo tipo de armamento - e tudo isso sem sermos incomodados pela Polícia, a qual - creio - até mesmo visse com bons olhos os esforços daqueles garotos em se aprimorarem no Tiro...
O DESCARTE!
Como as autoridades constituídas encaram este sinistro jogo de cartas.
Em tempos nos quais o Governo Federal - em vista das manifestações públicas que ocorreram (e ainda ocorrem) em todo território nacional - sugere a instalação de um Referendo para aprovação ou não de uma reforma política (ou Plebiscito, pelo qual mais pugnam por razões incompreensíveis à maior parte dos mortais), perguntamos a nós mesmos sobre a serventia de tal ato que, a nossos olhos, nada mais é do que uma grande tentativa de colocar entre nós e o astro-rei uma enorme peneira já que, “lá em cima”, sabe-se MUITO BEM onde estão os erros; e O QUE a população deseja para nosso sofrido País!
Devido ao exposto, sempre é bom lembrar que no ano de 2005 foi realizado um Referendo - e o assunto a consultar junto ao Povo era referente à possível continuidade da venda legal de Armas de Fogo e Munição no Brasil. E, para quem não se lembra do resultado, os votantes pelo SIM (56.951.853!) perfizeram um total de 64%! Comparativamente, na eleição de 2002, Lula recebeu, em cifra redonda, 53.000.000 votos, ou seja, 61% - numero menor do que o alcançado no malfadado Referendo!