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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Coincidência ou não, Ruger e Rossi começam com a mesma letra - mas as ''coincidências'' não param por aqui: tanto um quanto o outro conseguiram projeção internacional em função de suas qualidades, reconhecidas nos EUA e na Europa.
Rossi, para nós brasileiros, praticamente dispensa apresentações, já que quem teve (ou tem) um bem sabe do que ele é capaz.
Quando a Rossi foi adquirida pelas Forjas Taurus, muitos acharam que a produção dos excelentes revólveres iria cessar - o que de certo modo aconteceu, mas somente para nosso País, já que ele continua sendo produzido para propósitos de exportação e, também, sendo ainda um dos ícones dos mercados internacionais - e desde os tempos em que armas brasileiras eram vistas lá fora sob certa óptica de desconfiança (o que acontece até hoje com algumas produzidas na China). Hoje, gozando de merecida fama e credibilidade, os produtos da Rossi se destacam dentre tantos outros concorrentes.
E, quanto aos Rugers, o que se pode afirmar? Ora, quaisquer criações do recentemente falecido Bill Ruger têm e sempre terão a receptividade oriunda da qualidade que sempre revestiu os produtos da famosa Fabricante norteamericana, sejam eles Pistolas, Armas Longas ou - como é o caso por aqui - Revólveres. Como principal característica os revólveres Ruger apresentam o que os estadunidenses chamam de “ruggedness”, ou seja, capacidade de agüentar “castigo” e manter seus índices de precisão e confiabilidade que tanto os ajudaram a ser considerados entre os melhores do mundo, ao lado de Colt, Smith & Wesson, Dan Wesson e tantos outros.
Nesta Edição Especial, exclusiva para os seguidores de MAGNUM, decidimos enfocar estas duas marcas por diversas razões que passam por Qualidade e Desempenho - e o Leitor verá, no transcorrer da leitura, que o que afirmamos por aqui não é “propaganda”; e sim o espelho do nível das armas apresentadas!
Boa leitura!
Leitores e autoridades brasileiras não devem estranhar se muito em breve lerem uma notícia com teor do texto abaixo:
Marginais em pânico!
Os marginais brasileiros estão realmente assustadíssimos com a nova lei que transforma o porte ilegal de armas em crime.
A partir das dificuldades impostas por essa nova lei somente aos cidadãos honestos do Brasil, o marginal tupiniquim sabe que terá chances muito maiores para a prática de delito e isto, no fundo, significará mais “ trabalho” para ele – daí o pânico.
O sindicato nacional dos marginais informa que, imediatamente após a promulgação da referida lei, instruirá a “categoria” para agir com mais violência, alegando que a medida é, na realidade, produto de um “lobby” que objetiva deixar seus associados totalmente a mercê dos contrabandistas de arma, fato este que certamente trará maior intranqüilidade à classe, uma vez que o preço de suas “ferramentas de trabalho” certamente aumentará.
Como acontece a cada dois meses - e nossos Leitores já estão praticamente acostumados a tal fato - lançamos Edições Especiais nas quais as armas testadas / apresentadas são agrupadas por modelos, tipos ou até mesmo por marcas, tentando desse modo trazer a quem nos acompanha uma visão semissegmentada de acordo com gostos pessoais de Atiradores / Colecio nadores / Caçadores / Policiais e outras tantas Classes de nobres consumidores aos quais são voltadas nossas publicações.
Desta vez o assunto em questão reveste-se de ineditismo, pois Carabinas são, por primeira vez, agrupadas em um Especial visando aqueles que são apaixonados por tal tipo de Armamento e, portanto, procuramos dar bastante amplitude ao conceito, começando pelo calibre .22 - de longe o mais empregado aqui no Brasil (notadamente pelo preço e pelo prazer quase silencioso que se tem ao atirar com armas no diminuto calibre) e indo até o .44-40, passando até mesmo pelo hoje notório .223 e pelo .38/.357 Magnum.
Difícil, mesmo, foi selecionar os artigos aqui inseridos; e o critério de escolha foi finamente baseado em englobar diversos tipos dessas Armas Longas, tanto estrangeiras como nacionais ou, ainda, nacionalizadas: no primeiro grupo estão a conhecidíssima Ruger Mini-14, as não menos famosas carabinas Winchester, a ainda futurista Calico, a imorredoura .30 M1 e a precisa Brno Modelo 2 E. Para o segundo selecionamos a imortal Rossi Gallery e dois produtos CBC (122.2 Sniper e 7022). Dentre as “nacionalizadas” elencamos a estupenda CBC Nylon 66 e as conhecidíssimas carabinas Puma, da Rossi, encerrando desse modo um dos mais completos panoramas relativos ao Armamento ora enfocado.
Cabe então, ao Leitor, deliciar-se com estas páginas após ler o Editorial - isso se ele já não foi direto ao “pote” e já abriu esta revista justamente nas páginas correspondentes a uma de suas favoritas!
Boa leitura!
A “orquestra” do PLANALTO
É claro que música sempre foi um item de escolha estritamente pessoal. A musicalidade, contudo, é algo que nem todos possuem, daí possivelmente advindo o ditado “quem sabe, sabe; quem não sabe, bate palmas”...
O fato é que nós, cidadãos honestos, trabalhadores, pagadores de impostos e com domicílio plenamente conhecido, estamos todos no Grande Salão de Baile da Sociedade, e a música que freqüentemente toca por aqui não agrada a maioria. A orquestra, como não poderia deixar de ser, é a de Brasília, geralmente falha em musicalidade e, com certeza, sem muito ritmo.
Somos, porém, obrigados a ouvir e, às vezes, até mesmo a dançar ao som daqueles músicos não tão afinados, enquanto que no Salão dos Comandos e falanges, ao lado, (onde não se paga nem um impostinho, digo, ingresso para entrar), todos os tipos de bandidos sempre escolhem a música que querem e dançam à vontade, sem se preocuparem com os acordes “organizados” tocados no Salão principal, os quais em nada os atrapalham.
Na qualidade de Editores de uma revista brasileira sobre Armas e, portanto, de um veículo formador de opinião pública neste segmento, sentimo-nos não apenas na obrigação de informar, mas também de alertar nossos leitores para os fatos de relevância nacional que ocorrem no momento neste panorama.