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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
ALEGRIAS, TRISTEZAS, INCERTEZAS E CERTEZAS
E, assim, chegamos à edição de número100!
Após longos 20 anos formando um mercado, inclusive ideológico (sim, e nos orgulhamos disso! Afinal, foram muitas as vezes que ouvimos a famosa assertiva “dois Brasis: o pré e o pós-MAGNUM”: nos anos 80, quando começamos, toda uma camada da sociedade apreciadora de Armas de Fogo vivia de rumores, informações discutíveis, afirmações quase “marcianas” e, é claro, de publicações estrangeiras - isso para quem tinha inglês suficiente para absorver orientações e notícias recheadas de um vocabulário para o qual muitas vezes
nem tradução havia!
Por nossa Redação passaram bem mais de cinquenta Autores, dentre eles os saudosos Sérgio Coló Moore, Dr. David Pares Netto, Prof. Aurélio M. G. de Abreu, Neylton T. S. Mattos e
Lúcio Petracco, aos quais dedicamos esta edição.
A fase histórica
Este manifesto é especialmente destinado àqueles que criticam (ou ainda criticam) a linha editorial de Magnum.
Ao completarmos nosso 5º ano de existência, tendo essa publicação conseguido sobreviver adversos “planos econômicos”, fazem-se necessários alguns esclarecimentos, politicamente somente agora possíveis de serem divulgados, os quais irão mostrar como é sempre mais fácil criticar o que já foi feito.
A revista Magnum – hoje entendida internacionalmente como a maior da América Latina e uma das melhores do mundo no segmento das armas & munições – nasceu e se materializa a cada edição através de seus diversos editores, escolhidos e depurados, que devem ter sempre duas coisas em comum: senso de marketing e grande conhecimento da matéria.
O difícil começo da revista, ao contrário de outras publicações da metade dos anos 80, as quais infelizmente não vingaram, contou – entretanto – com dois fatores básicos para a comunidade de qualquer projeto empresarial, os quais mostram-se posteriormente como tendo sido acertados.
A Vergonha e a Incompetência
Por diversas vezes os Editores ou articulistas de Magnum têm insistido num determinado ponto: é preciso uma verdadeira legislação de Caça para o Brasil, a exemplo do que acontece em todos os outros países.
À honrosa exceção do Rio Grande do Sul, que tem temporada regular de Caça, devidamente orientada e acompanhada pelo IBAMA, e onde as coisas andam perfeitas nesse aspecto há muitos anos, os demais Estados insistem em inovar e criar absurdas leis “protegendo” a fauna e o meio ambiente.
Inicialmente, seria o caso de perguntar aos políticos e falsos ambientalistas que neles gravitam: 1) não é o IBAMA um órgão com jurisdição federal e, assim, o que é válido nesse aspecto para um Estado não o seria para os demais? E 2) muito antes de existir esse bom movimento ambientalista, não existiam também os bons caçadores, os quais merecem ser ouvidos? A resposta clara e indubitável seria SIM!
Quando da escolha das matérias que comporiam este Especial de MAGNUM, buscou-se, acima de tudo, dar a nossos fiéis Leitores uma visão supera - brangente do que se fez em todo o nosso planeta quanto ao quesito Pistolas.
Assim, Você terá - em uma única edição - significativos exemplos de grandes obras da Engenharia de Armamento (como, por exemplo, é o caso da Ruger P-89 e das SIGSauers), uma interessante curiosidade (a diminuta Kolibri), a tentativa inipônica de criar seu próprio armamento para não depender do Ocidente (as Nambus), mas com resultados apenas razoá veis, uma “colecionável” polonesa (a Radom) e, ainda, dois produtos da conhecida e tradicional Smith & Wesson norte-americana(Mod. 6906 e M-52), entre outras - tudo isso compondo um belo painel da inventiva huma na em relação a Armas Curtas para seu exclusivo entretenimento.
A cada página o Leitor perceberá nuances - inclusive históricas - a permear estes eternos textos, alguns deles produzidos por Autores que não mais estão entre nós, mas que continuam e continuarão presentes nestas folhas. Em outras palavras, praticamente um legado para as gerações futuras.
E, agora é hora de Você mergulhar em um gostoso passado e, quem sabe, aprender algo mais sobre algumas das mais conhecidas Pistolas já produzidas.
Bom divertimento!
A ARMA LONGA
Desde nossas meninices que muitos de nós tivemos acesso a Armas de Pressão (aquelas as quais denominávamos, como leigos que éramos, “espingardas de chumbinho” ou “espingardinhas de chumbo” – e que nem de longe imaginávamos serem carabinas de ar comprimido), tendo então sido essas as primeiras armas a manusearmos, ou seja, Armas Longas, já que rarissimamente víamos uma “pistola de pressão”; e as únicas de que nos lembramos eram, efetivamente, alguns poucos exemplares de Walther de cano aparente (uma LP Model 53, vendida em leilão em dezembro do ano passado por US$ 196,000 e “orgulhosamente” empunhada em fenomenal “mico” por Sean Connery, nos primeiros pôsteres dos filmes de James Bond, como se fosse uma Arma de Fogo) ou, ainda, uma ou outra tosca cópia norte-americana de 1911 (Marksman), até que surgissem as nacionais Urko.
Fato é que aproximadamente 95% das Armas de Pressão aqui disponíveis eram, sem dúvida, carabinas (Urko, CBC e Rossi) – razão pela qual existe uma intrínseca afinidade por Armas Longas por aqueles que viveram os anos 60 e 70 e que hoje formam um grande contingente de nossos Leitores. Tais assertivas nos levaram a produzir este Especial, no qual figuram fuzis, carabinas, espingardas e até metralhadoras de mão; e a escolha dos modelos aqui reproduzida tem como base a aceitação daqueles que nos acompanham – algo bem
demonstrado pelas vendas “esmagadas” dos exemplares de MAGNUM que continham estas armas.
Assim, Você poderá se deliciar com estas revisitas a reportagens que, em parte, foram realizadas no Exterior (ou, no caso de não tê-las lido, apreciá-las em primeira mão): High Standard M10B, uma espingarda orientada basicamente à utilização policial; Remington M870 – realmente uma “pump” que dispensa apresentações, tamanha a sua fama; SAF e Mini SAF, duas metralhadoras de mão chilenas que primam por empregar certas soluções provadas em outras marcas; M 16 x AK-47 – indiscutivelmente os dois mais famosos fuzis de assalto do mundo.