Fotos, Vídeos, Avaliações, Eventos, etc
MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
ALEGRIAS, TRISTEZAS, INCERTEZAS E CERTEZAS
E, assim, chegamos à edição de número100!
Após longos 20 anos formando um mercado, inclusive ideológico (sim, e nos orgulhamos disso! Afinal, foram muitas as vezes que ouvimos a famosa assertiva “dois Brasis: o pré e o pós-MAGNUM”: nos anos 80, quando começamos, toda uma camada da sociedade apreciadora de Armas de Fogo vivia de rumores, informações discutíveis, afirmações quase “marcianas” e, é claro, de publicações estrangeiras - isso para quem tinha inglês suficiente para absorver orientações e notícias recheadas de um vocabulário para o qual muitas vezes
nem tradução havia!
Por nossa Redação passaram bem mais de cinquenta Autores, dentre eles os saudosos Sérgio Coló Moore, Dr. David Pares Netto, Prof. Aurélio M. G. de Abreu, Neylton T. S. Mattos e
Lúcio Petracco, aos quais dedicamos esta edição.
É de conhecimento geral que a grande maioria daqueles que pugnam pelo Tiro Esportivo no Brasil tiveram como ''berço'' as carabinas de ar comprimido - ou, como costumávamos chamá-las, ''espingardas de chumbinho'' ou ''espingardinhas de chumbo'', também conforme citação do autor deste livro.
Isso ocorreu nos anos 60 comigo e uma inseparável Urko de calibre 4,5 mm, a qual utilizava em contraponto à Rossi de meu amigo Edison T. França - mais precisa, porém com potência menor do que a de minha carabina; e com as duas realizávamos intermináveis ''campeonatos'' que, basicamente, tinham como alvos as enormes janelas de um imóvel em vias de demolição que se situava bem em frente a nossos apartamentos.
Não foram poucas as vezes em que saíamos com elas às mãos, mesmo sem embrulhá-las, tomávamos ônibus visando consertá-las ou simplesmente ''competir'' em outros bairros contra garotos que possuíam o mesmo tipo de armamento - e tudo isso sem sermos incomodados pela Polícia, a qual - creio - até mesmo visse com bons olhos os esforços daqueles garotos em se aprimorarem no Tiro...
Contando com a mesma qualidade editorial, mesmo papel, número de páginas, grafia e o cuidado que sempre nos caracterizou, brevemente as bancas de todo país receberão a próxima dessas Edições Especiais, a qual será denominada “Série Pistolas 2” (a anterior foi “Série Revólveres I”), trazendo as melhores avaliações de armamento dessa classe já vistas no Brasil; e que foram efetuadas por nosso quadro editorial durante esses vinte anos! A ela se seguirão as dos testes de revólveres, de metralhadoras de mão e de todas as outras avaliações que sempre orientaram a linha mestra de MAGNUM, a qual Você aprendeu a gostar e colecionar.
Como sempre, as reportagens de Testes trarão - além das inúmeras fotografias do armamento enfocado - os importantes Quadros de Avaliação, contendo as notas relativas a cada arma, assim como os Dados Técnicos correspondentes.
Você quer isto?
Vamos desarmar o Brasil.
No início de 1992 intensa campanha publicitária do governo do estado de São Paulo ‘inundou” ruas a avenidas das principais cidades com “outdoors”: e como o acima; as delegacias de polícia com cartazes similares e, em paralelo, se aumentaram as taxas relativas ao registro e obtenção do porte de armas de fogo, tudo demagogicamente objetivando desarmar o cidadão honesto e trabalhador, ao invés dos marginais.
Aqui em São Paulo a coisa toda “acabou numa gigantesca pizza” e a violência urbana continuou, em 1993 o estado de São Paulo tendo (atenção!) registrado o maior índice de aumento da criminalidade de sua história, em termos percentuais em relação ao total de habitantes, segundo dados da própria secretaria estadual de segurança pública, exatamente divulgado pelos diários e telejornais.