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MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Acorda Brasil!
O recente assassinato do índio Pataxó Galdin dos Santos numa parada de ônibus em Brasília (DF), por 5 jovens de classe média que o incendiaram, nos faz refletir que não são necessárias armas de fogo para matar, basta o fogo...
O triste episódio revelou também a existência de crimes semelhantes contra mendigos, já há tempos, nas metrópoles nacionais, os quais não são noticiados pela imprensa brasileira, sempre ávida por sensacionalismo.
Esses jornalistas sensacionalistas e o atual governo brasileiro são os mesmos que forçam a aprovação, às pressas, da nova e imperfeita lei do porte de armas de fogo.
Como acontece a cada dois meses - e nossos Leitores já estão praticamente acostumados a tal fato - lançamos Edições Especiais nas quais as armas testadas / apresentadas são agrupadas por modelos, tipos ou até mesmo por marcas, tentando desse modo trazer a quem nos acompanha uma visão semissegmentada de acordo com gostos pessoais de Atiradores / Colecio nadores / Caçadores / Policiais e outras tantas Classes de nobres consumidores aos quais são voltadas nossas publicações.
Desta vez o assunto em questão reveste-se de ineditismo, pois Carabinas são, por primeira vez, agrupadas em um Especial visando aqueles que são apaixonados por tal tipo de Armamento e, portanto, procuramos dar bastante amplitude ao conceito, começando pelo calibre .22 - de longe o mais empregado aqui no Brasil (notadamente pelo preço e pelo prazer quase silencioso que se tem ao atirar com armas no diminuto calibre) e indo até o .44-40, passando até mesmo pelo hoje notório .223 e pelo .38/.357 Magnum.
Difícil, mesmo, foi selecionar os artigos aqui inseridos; e o critério de escolha foi finamente baseado em englobar diversos tipos dessas Armas Longas, tanto estrangeiras como nacionais ou, ainda, nacionalizadas: no primeiro grupo estão a conhecidíssima Ruger Mini-14, as não menos famosas carabinas Winchester, a ainda futurista Calico, a imorredoura .30 M1 e a precisa Brno Modelo 2 E. Para o segundo selecionamos a imortal Rossi Gallery e dois produtos CBC (122.2 Sniper e 7022). Dentre as “nacionalizadas” elencamos a estupenda CBC Nylon 66 e as conhecidíssimas carabinas Puma, da Rossi, encerrando desse modo um dos mais completos panoramas relativos ao Armamento ora enfocado.
Cabe então, ao Leitor, deliciar-se com estas páginas após ler o Editorial - isso se ele já não foi direto ao “pote” e já abriu esta revista justamente nas páginas correspondentes a uma de suas favoritas!
Boa leitura!
Passados os fogos de artifício, começamos um novo ano; e com a certeza de que, para nós, o já passado 2007 trouxe várias alegrias - dentre as quais a mais marcante foi, efetivamente, o sucesso que conseguimos com nossas Edições Especiais, as quais tiveram o condão de cair nas graças de nossos Leitores.
Como o escopo básico das publicações citadas foi - e é - permitir o acesso daqueles que nos acompanham a matérias pertencentes a revistas já esgotadas, vimos com alegria que essas Edições Especiais conseguiram seu intento.
Além disso, notamos que, além daqueles que há uma ou duas décadas nos acompanham, está sendo criada uma nova geração de Leitores; e isso pudemos perceber graças às cartas
que sempre recebemos e também em visitas (técnicas ou para a prática do Desporto) que sempre fazemos a Clubes/Estandes de Tiro e também a Fabricantes e Lojas do nobre Segmento de Armas & Munições.
Após o sucesso que foi a edição 1 das armas que foram interessantemente chamadas “objetos de desejo”, cá estamos com a edição 2 sobre o interessante assunto que são as Metralhadoras de Mão (nomenclatura oficial para algo que é pelo leigo comumente denominado “submetralhadoras”) ou, simplesmente, “Mtr M” ou “subs”.
Seja no calibre que é quase unanimidade mundial para tal tipo de Armamento (9 mm Parabellum/9 mm Luger/9 x 19 mm) ou nas outras opções mais comuns existentes (.40 S&W/.45 ACP), as metralhadoras de mão são, efetivamente, instrumentos de grande utilidade quando empregadas de modo correto e, além disso, figuram entre as armas mais prazerosas de se disparar – mormente quando o Atirador é com elas familiarizado!
A mística ligada a tal tipo de Armamento é, de certo modo, baseada no poder de fogo que ele é capaz de oferecer ao Usuário e, também, pela interessante sensação de poder que ele proporciona - algo que somente quem dele faz uso ou, pelo menos, teve a oportunidade de experimentar, pode afirmar!
Compactas e muito letais, as Metralhadoras de Mão cumprem seu papel em mãos de Militares e Policiais, seja em teatros de guerra ou nos tempos atribulados que ora vivemos, quando elas têm papel preponderante no combate à marginalidade - onde são utilizadas, por vezes e i n felizmente, contra bandidos mais bem armados do que aqueles que os enfrentam.
Contudo, como o escopo deste Editorial é discorrer sobre o assunto que deu origem a mais este Especial de MAGNUM; e não aqui criticar.
Convidamos o Leitor a passar para a leitura desta excelente segunda compilação de mais algumas dignas representantes do conceito-base de Metralhadoras de Mão!
Os Editores
O caminho a ser seguido Muitos se apegam ao otimismo e, por acharem que está tudo ótimo ou fi cará tudo bem, acabam não agindo, imaginando ser desnecessário. Outros tantos compõem o rol dos pessimistas, que, não acreditando num futuro melhor, acabam por aceitar a derrota sem ao menos tentar a vitória. Entre eles, importa-nos os realistas. Não é novidade para ninguém que a situação conjuntural não é boa para cidadão que precisa proteger a si e a seus próximos. Porém, o mais importante não é entender onde estamos, e sim como chegamos até aqui. O que nos fez, em menos de trinta anos, empreender uma guinada tão drástica, abandonando a realidade de um país onde a posse e porte de armas eram verdadeiramente corriqueiros – quando praticamente todas as bolsas e pastas masculinas já eram confeccionadas com coldres - até chegarmos ao absurdo nível de restrições às armas em que nos encontramos hoje. Anos atrás, dediquei muito tempo para analisar essa questão e cheguei à conclusão que duas coisas nos trouxeram até aqui. A principal é que, durante quase 15 anos consecutivos, tivemos uma hegemonia nos discursos que demonizavam as armas de fogo e enalteciam o desarmamento. Nunca, absolutamente nunca, tínhamos qualquer espaço na mídia para, ao menos, contestarmos os dados que nos eram enfi ados goela abaixo. Como consequência dessa “opinião publicada”, nossos Congressistas acabaram por votar leis restritivas, tendo seu ápice no malfadado Estatuto do Desarmamento. O segundo fator a nos conduzir para a atual realidade foi a velha história de esperar alguém fazer alguma coisa. Acreditar que um dia alguém poderoso, um messias, um salvador da pátria, daria um basta nisso. Mas isso não aconteceu, tampouco acontecerá.