Fotos, Vídeos, Avaliações, Eventos, etc
MAGNUM é uma Revista dedicada ao universo das Armas de Fogo. Aborda Colecionismo, Tiro Esportivo, Munições, Recarga, Balística e Legislação pertinente ao assunto. Além de abordar Arqueiria, Caça, Cutelaria, promover entrevistas com pessoas ligadas a cada um desses setores e cobrir lançamentos de novos produtos - no Brasil e no mundo -, buscando estimular seus Leitores ao trânsito saudável, consciente e responsável através desses temas.
Quando lembro de meu tempo de estudante na então Escola Nacional de Engenharia, Universidade do Brasil, Rio de Janeiro. Distrito Federal, recordo da dificuldade que muitos colegas tinham, pela impossibilidade de ler outros idiomas, em conseguir material para estudo e consulta além das mal impressas apostilas – sempre feitas por um abnegado grupo de estudantes – de seus próprios apontamentos de aula e de um ou outro eventual livro já publicado em língua portuguesa ou, quando muito, em lingual espanhola.
Hoje, se a situação é bem diferente em alguns campos da Ciência, com muitas obras de autores nacionais já publicadas ou, pelo menos, com corretas traduções dos melhores autores estrangeiros, em outros; permanece tal como era há quase 40 anos. E, entre esses, encontra-se o campo de armamento, tiro e assuntos correlatos.
Com verdadeiro prazer e orgulho, apresentamos-lhes mais uma obra pioneira da Editora Magnum: o primeiro Manual de Recarga de Munições da América Latina.
De autoria do Engenheiro Creso M. Zanotta, sem qualquer dúvida um dos expoentes nacionais nessa área, a presente Edição Especial de Magnum é traduzida até Você com linguagem técnica, porém coloquial, e o auxílio de mais de 170 fotos, 22 desenhos e 18 tabelas, tudo reunido numa diagramação que induz à leitura e ao entendimento pleno.
Depois do episódio de apreensão de Armas de Fogo legalmente importadas no Rio de Janeiro (RJ) em 11/07/95 para onde caminhará Colecionador honesto?
A imprensa brasileira tem o direito de continuar sensacionalista?
Que estranha ilusão é essa das campanhas de desarmamento? Como se pode imaginar que a ausência de armas de fogo em mãos de cidadãos honestos trará o fim da violência?
A quem interessa a clandestinidade de brasileiros que apreciam armas de fogo?
É correto nossos esportistas do tiro continuar a competir internacionalmente em desigualdade de condições?
Quem responde essas questões?
O Jantar-Arquibancada
Este ano, a Equipe Magnum que promoveu a cobertura do 13º SHOT Show, em Dallas, Texas, compunha-se de 4 (quatro) editores redacionais e o de fotografia. A ela somavam-se diretores das 3 (três) principais empresas produtoras de armas do Brasil: Taurus, Rossi, e CBC – Companhia Brasileira de Cartuchos.
Como alguns dos leitores imaginam, e outros sabem, basta sair do Brasil para – irremediavelmente – brasileiros fazerem comparações. Quando se vai para a “Meca” das Armas de Fogo, a América do Norte, as comparações nesse campo acabam sendo, também irremediavelmente, amargas, muito amargas. Entretanto, é sempre necessário observar o lado bom, o lado produtivo, daquilo que se está comparando.
A maioria dos integrantes desse grupo de brasileiros no 13º SHOT Show raramente conseguia se reunir, cada um tentando cumprir da melhor maneira sua tarefa, parte, parte disso devido à grande afluência de pessoas dos 4 cantos do mundo e que lotavam as centenas de hotéis de Dallas, obrigando os brasileiros a se dividirem, e parte ocasionado pelo frio e garoa reinantes naquela região e época do ano, a qual não animava muito. Os paulistanos, entretanto, não se entregavam...
Em alguns desses muitos grupos de WhatsApp, há pouco tempo circularam as seguintes pérolas: “Militares foram flagrados nas favelas do Rio portando armamento de uso exclusivo dos traficantes.” (e...) “Para evitar que motoristas sóbrios morram em colisões com motoristas bêbados, basta proibir os motoristas sóbrios de dirigir. É assim que funciona o estatuto do desarmamento.”
Contamos por nós - temos a boca seca, sempre que nos tocamos que nos cerca o estatuto do desarmamento.
Troço que fazemos mesmo questão de escrever em minúsculas, não por outro motivo, mas por serem tão pequenas e pequeníssimas as razões que se dizem sustentáculo de tão absurdo móvel normativo. Móvel normativo ? Sim, um móvel. Um movelzão, daqueles monstruosos, feios, tristes... pesados e “pesados”. Dos que não queremos, nunca quisemos, mas herdamos (sabe lá de quem) e temos que engolir, ainda que por um certo tempo. Movelzão que simplesmente não cabe na sala e, pra que fique, onde não deveria estar, restou apenas o expediente de deixar a porta da rua entreaberta. E deparamos a porcaria do anômalo todo santo dia na sala. No primeiro cafezinho da manhã; depois, na volta do trabalho, quando se arranca camisa, o calçado e se vai à ducha. Daí, na volta à sala pro jantar, mais uma vez. E mais outra, ao menos uma outra vez, na hora de encher um copo d’água pra ir dormir, sem que faça qualquer sentido conferir se a porta da rua está fechada, porque já sabemos que não poderá estar. É coisa comparável a assombração e suas visitas repulsivas.
Dá pra tirar o troço dali. Por isso o dizemos móvel, ou seja, móbil, passível de ser movido. Todos os inúmeros prejudicados percebem, veem que dá pra tirar, eliminar, remover. Porém, as mesmas condicionantes que impedem que se demova a “tartaruga do topo do mastro” atrapalham a retirada desse monstro da sala e da casa. Totalmente incompatível com o ambiente, constritor de espaço físico, abominoso, atrapalhador contumaz.... um estorvo que desestrutura a casa, consequentemente quem a habita, fragilizando as relações internas, as externas e toda a família.
O estatuto do desarmamento nos fragiliza a todos. Nesse “todos” - é claro - não abarcamos marginais – nem sequer os reconhecemos -, também não abarcamos seguradoras, bancos, grandes construtoras de condomínios fechados e políticos da cepa que a operação Lava Jato já prendeu ou está para prender. Enfim, não reconhecemos nele bandido de espécie qualquer. Lei 10.826/03, o estatuto do desarmamento castra os cavalheiros; mocha as damas; encorpa crianças medrosas; aumenta o consumo de grades, cercas elétricas, muralhas, alarmes, seguros de casas, seguros de automóveis e de outros bens, engorda os bancos ou, como dizem os mais velhos, as casas bancárias.
Nos compacta em potes herméticos, ditos condomínios fechados, de onde assinamos, em três longas vias, as declarações ou confissões de mochos, capões e medrosos.
Segundo Bene Barbosa, num de seus textos recentes: “Qualquer suposto benefício – ilusório, para ser mais preciso – trazido por um desarmamento, real e absoluto, não chega nem perto dos malefícios reais e inequívocos que ele provoca. Só isso deveria ser o sufi ciente para não restar dúvidas de qual lado ficar. Pouco importa a corrente adotada: humanista, utilitarista, jurídica, filosófica, religiosa e o escambau ao quadrado: havendo honestidade intelectual, você não encontrará nenhum apoio para a tese desarmamentista.”